segunda-feira, 18 de junho de 2012
O tempo
O tempo
O tempo é tão importante que Jesus se fez temporal.
Deus criou o mundo em seis dias.
Na verdade nem foi isso mesmo.
Mas o homem precisa do tempo para entender algo.
E como entender algo atemporal?
Talvez com metáforas temporais.
O tempo é tão importante porque nele Deus age.
Pois o homem como ser temporal
Necessita do tempo para tudo,
Inclusive ser usado e orientado por Deus.
Deus pode fazer tudo o que quiser,
Mas o homem necessita de tempo
Para entender as coisas, para ser preparado.
Deus poderia vir agora e falar comigo em grego.
Mas de nada adiantaria
Pois eu não tive um tempo de estudos
Para adquirir conhecimento e fluência no grego
Capaz de entender tudo o que Deus me falar.
Ou ele me proporciona esse tempo,
Ou ele fala comigo num idioma
Que eu tive tempo de aprender
E dominar de tal forma que tudo quanto ele queira me dizer
Serei capaz de entender perfeitamente.
Deus respeita o tempo, pois é uma ferramenta que ele criou.
E sabe que nós como seres temporais somos dependentes do tempo.
Moises foi chamado ao ministério com aproximadamente oitenta anos.
Jesus começou o dele com trinta anos.
Tudo ao seu tempo.
Às vezes nós precisamos de um tempo,
Do nosso tempo, para entender, crescer, amadurecer.
Cada um tem seu tempo definido pela sua própria existência,
Cultura, cosmovisão, intelecto, etc.
E Deus respeita isso nos humanos.
Mas nós humanos queremos desrespeitar ou pular de fase.
Demanda tempo para Deus falar
E se fazer entender ao coração humano.
Depois demanda mais tempo para que
Façamos o que ele nos mostrou ou ordenou que fizéssemos.
Uma amizade precisa de tempo para acontecer e amadurecer.
Depois de alguma briga, necessita de mais tempo.
Para que tudo possa ser resolvido por Deus
Através do tempo e pelo tempo.
O tempo é responsável por sentirmos
Falta de algo ou de alguém.
E é também responsável por aparar as arestas
Possibilitando uma nova aproximação.
E o complicado é que quanto mais pessoas envolvidas,
Mais tempo se necessita, pois o tempo tem que ser.
Instrumento capaz e eficaz na vida de cada um,
Possibilitando que em outro tempo,
Agora igualitário possam ser resolvidas as diferenças
Que pelo tempo deixaram de ser.
Disse do tempo que ele a tudo cura,
Na verdade Deus a tudo cura através do tempo.
É um instrumento criado por Deus para os seres temporais.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Á procura de Deus III
Aqui certamente o leitor se lembrou de Paulo o apóstolo que escreveu seu dilema dizendo que o mal que ele não queria fazer esse sim fazia, mas o bem que ele desejava fazer esse não conseguia.
Paulo foi alfabetizado e educado em grego, escrevia em grego; era cidadão romano quando o Império Romano governava o mundo ocidental; era judeu muito devoto também. Imagine o choque cultural na cabeça desse homem o qual foi o primeiro teólogo cristão, mesmo sem ter conhecido a Jesus ou ter lido qualquer dos evangelhos, que foram escritos muito depois de sua morte.
Esse choque cultural e filosófico possibilita que ele produza uma teologia e pensamento complexos a respeito de “carne” e “corpo” e que a maioria dos filósofos cristãos de influencia platônica frequentemente ignoram disseminando uma mensagem tóxica que nos afasta da tradição hebraica e do Jesus histórico.
O termo hebraico para carne é “basar”, que significa: toda substancia vital dos homens ou animais, organizada em forma corpórea. Em hebraico qualquer parte do corpo pode ser usada para representar o todo. Enquanto os gregos colocavam o corpo contra a alma, os judeus não.
Enquanto para os gregos a matéria era um princípio de individuação, para os hebreus a personalidade era essencialmente social e a carne não separava as criaturas umas das outras. Pelo contrário, unia-as. O homem não tem um corpo, ele é um corpo, carne animada por alma, sendo o todo concebido como uma unidade psicofísica. Ou seja, o corpo é a alma em sua forma externa.
Para Paulo a carne (“sarx” em grego), é a substância carne comum a humanos e animais. Toda criação é carne e Deus é Deus de toda carne. Mas Deus não é carne, é espírito. Para garantir a unificação de carne e espírito, Deus se fez carne unindo assim de forma perfeita essas duas formas que pareciam antagônicas, mas que Cristo nos mostrou a possibilidade dessa perfeita relação que deve ser eterna.
É claro que parte do processo é buscar a Deus para poder entender e sofrer essa (metanóia), mudança de pensamento e atitudes, e se compadecer da criação a ponto de parar a destruição e restaurar a beleza e saúde do universo criado por Deus.
Ou será que é a vontade de Deus que suas criaturas morram de fome e sede? Que os homens sofram a falta de coisas primordiais á vida e vivam de modo subumano? Creio que estas são oportunidades mal aproveitadas pelos homens em promover o reino de Deus. Em seguir o exemplo de Cristo, mudando a realidade dos que com ele tinham algum contato.
Não é possível admitir que pessoas morram por falta de alimento e água num mundo onde há desperdício de ambos. Mas o pior é que pessoas não se compadecem de seus iguais, nem da natureza. Aqui entra o ser carnal que sequer cuida do seu igual carnal.
É comum ouvirmos que o amor à carne impede de sermos espirituais. Mas se amassemos mesmo a nossa carne cuidaríamos dela. Não seríamos obesos, fumantes, beberrões ou apáticos para com o sofrimento da nossa própria carne seja ela nosso corpo ou parte qualquer do universo.
A verdade é que não amamos a carne o suficiente nem mesmo para cuidar de nos mesmos, quanto mais da natureza ou das coisas do espírito que sequer podemos ver. Como poderemos amar a Deus que não vemos com nossos olhos carnais, se o que vemos não amamos e sequer cuidamos? O amor ao mundo nos impede de crescer espiritualmente? Amor a qual mundo? Não a este que frequentemente destruímos e detrimento de acumular riquezas.
A disseminação da idéia de odiar esse mundo é responsável em grande parte pela apatia dos que se dizem espirituais. Pois buscam “cuidar do que é espiritual” e abandonam o mundo a sua própria sorte.
Mas esquecem que aqui moram, vivem, e que sem ele não podem ser sequer alma vivente. A alma vive através do corpo, vive para dar vida a ele. A alma sem corpo é nada e o corpo sem alma é pó. E onde está o espírito no pó? De quais coisas espirituais podemos nos interessar sendo nós pó inanimado?
Se buscássemos verdadeiramente a Deus o encontraríamos e então saberíamos que Deus se manifesta e se dá a conhecer através da criação. Tudo o que se pode conhecer de Deus nos foi revelado por Cristo e pelo próprio Deus na criação. Mas como nos distanciamos de ambos, nada podemos saber ou conhecer de Deus.
E então todo universo se encontra sem esperanças, pois o agente restaurador de tudo somos nós em Cristo. Mas se não estamos em Cristo como poderemos cumprir nosso papel no universo?
Humanos e animais continuarão a morrer por falta de compadecimento por parte dos homens, que traduz na falta da satisfação de necessidades básicas como alimentação, água, e condições mínimas e dignas de existência.
Enquanto isso o homem esta a procura de Deus, mas parece-me que não para ser como Ele, mas para ser Ele. Enquanto o homem queria ser Deus, Deus se fez humano por amor ao universo que o homem consome e depreda em sua sede insaciável pelo poder e pela riqueza.
By Presbítero Fabrício Canalis
Paulo foi alfabetizado e educado em grego, escrevia em grego; era cidadão romano quando o Império Romano governava o mundo ocidental; era judeu muito devoto também. Imagine o choque cultural na cabeça desse homem o qual foi o primeiro teólogo cristão, mesmo sem ter conhecido a Jesus ou ter lido qualquer dos evangelhos, que foram escritos muito depois de sua morte.
Esse choque cultural e filosófico possibilita que ele produza uma teologia e pensamento complexos a respeito de “carne” e “corpo” e que a maioria dos filósofos cristãos de influencia platônica frequentemente ignoram disseminando uma mensagem tóxica que nos afasta da tradição hebraica e do Jesus histórico.
O termo hebraico para carne é “basar”, que significa: toda substancia vital dos homens ou animais, organizada em forma corpórea. Em hebraico qualquer parte do corpo pode ser usada para representar o todo. Enquanto os gregos colocavam o corpo contra a alma, os judeus não.
Enquanto para os gregos a matéria era um princípio de individuação, para os hebreus a personalidade era essencialmente social e a carne não separava as criaturas umas das outras. Pelo contrário, unia-as. O homem não tem um corpo, ele é um corpo, carne animada por alma, sendo o todo concebido como uma unidade psicofísica. Ou seja, o corpo é a alma em sua forma externa.
Para Paulo a carne (“sarx” em grego), é a substância carne comum a humanos e animais. Toda criação é carne e Deus é Deus de toda carne. Mas Deus não é carne, é espírito. Para garantir a unificação de carne e espírito, Deus se fez carne unindo assim de forma perfeita essas duas formas que pareciam antagônicas, mas que Cristo nos mostrou a possibilidade dessa perfeita relação que deve ser eterna.
É claro que parte do processo é buscar a Deus para poder entender e sofrer essa (metanóia), mudança de pensamento e atitudes, e se compadecer da criação a ponto de parar a destruição e restaurar a beleza e saúde do universo criado por Deus.
Ou será que é a vontade de Deus que suas criaturas morram de fome e sede? Que os homens sofram a falta de coisas primordiais á vida e vivam de modo subumano? Creio que estas são oportunidades mal aproveitadas pelos homens em promover o reino de Deus. Em seguir o exemplo de Cristo, mudando a realidade dos que com ele tinham algum contato.
Não é possível admitir que pessoas morram por falta de alimento e água num mundo onde há desperdício de ambos. Mas o pior é que pessoas não se compadecem de seus iguais, nem da natureza. Aqui entra o ser carnal que sequer cuida do seu igual carnal.
É comum ouvirmos que o amor à carne impede de sermos espirituais. Mas se amassemos mesmo a nossa carne cuidaríamos dela. Não seríamos obesos, fumantes, beberrões ou apáticos para com o sofrimento da nossa própria carne seja ela nosso corpo ou parte qualquer do universo.
A verdade é que não amamos a carne o suficiente nem mesmo para cuidar de nos mesmos, quanto mais da natureza ou das coisas do espírito que sequer podemos ver. Como poderemos amar a Deus que não vemos com nossos olhos carnais, se o que vemos não amamos e sequer cuidamos? O amor ao mundo nos impede de crescer espiritualmente? Amor a qual mundo? Não a este que frequentemente destruímos e detrimento de acumular riquezas.
A disseminação da idéia de odiar esse mundo é responsável em grande parte pela apatia dos que se dizem espirituais. Pois buscam “cuidar do que é espiritual” e abandonam o mundo a sua própria sorte.
Mas esquecem que aqui moram, vivem, e que sem ele não podem ser sequer alma vivente. A alma vive através do corpo, vive para dar vida a ele. A alma sem corpo é nada e o corpo sem alma é pó. E onde está o espírito no pó? De quais coisas espirituais podemos nos interessar sendo nós pó inanimado?
Se buscássemos verdadeiramente a Deus o encontraríamos e então saberíamos que Deus se manifesta e se dá a conhecer através da criação. Tudo o que se pode conhecer de Deus nos foi revelado por Cristo e pelo próprio Deus na criação. Mas como nos distanciamos de ambos, nada podemos saber ou conhecer de Deus.
E então todo universo se encontra sem esperanças, pois o agente restaurador de tudo somos nós em Cristo. Mas se não estamos em Cristo como poderemos cumprir nosso papel no universo?
Humanos e animais continuarão a morrer por falta de compadecimento por parte dos homens, que traduz na falta da satisfação de necessidades básicas como alimentação, água, e condições mínimas e dignas de existência.
Enquanto isso o homem esta a procura de Deus, mas parece-me que não para ser como Ele, mas para ser Ele. Enquanto o homem queria ser Deus, Deus se fez humano por amor ao universo que o homem consome e depreda em sua sede insaciável pelo poder e pela riqueza.
By Presbítero Fabrício Canalis
Á procura de Deus II
Muitos morrem de fome e sede hoje porque muitos outros se negam a compreender que somos parte de um mesmo organismo. Nós humanos, os animais, minerais, vegetais, já fomos parte de um todo; o ovo cósmico.
Somos parte de um universo onde tudo está interligado e entrelaçado. Universo este criado para funcionar em equilíbrio. Mas a gula desequilibra esses sistemas vitais, condenando todo o universo a essa loucura atual e a inversão de valores que mata pessoas em favor do acúmulo de riquezas.
Todos somos pó e ao pó voltaremos. Todos somos feitos de poeira estelar. Sessenta por cento do nosso corpo é constituído por átomos de hidrogênio e todos eles já foram elementos constituintes do big bang. Os outros elementos químicos de nosso corpo (40% de seus átomos) foram forjados no interior das estrelas. São “poeira estelar reciclada”.
Buscar a Deus é buscar viver de modo sustentável na terra, sendo generoso com ela e com todos da mesma maneira com que a mãe terra (Gaia) é conosco. Se não somos capazes de respeitar nosso semelhante, (seres humanos), como respeitaremos o planeta se o consideramos menos que nós?
Não entendemos que somos um. Somos parte de um mesmo organismo vivo e pulsante. E que se parte dele morrer ou falir será a falência e a morte da humanidade e de toda a criação.
Paul Tillich define pecado e graça da seguinte maneira: “pecado é alienação e graça é reconciliação”. O mundo todo e as religiões em suas modernas teologias definem e pregam pecado de uma maneira muito leviana e egoísta. O pecado é tudo o que geralmente afasta o povo da igreja local e os fazem deixar de dar a décima parte do salário.
Pecado é uma “carta na manga” para controlar as pessoas através do medo do inferno e de um satã inventado com esse fim especifico de aterrorizar as pessoas tornando-as escravas do poder da igreja ou do clero.
Graças a Deus existem homens e mulheres pensantes que ousam desafiar o pensamento dominante e tirar suas conclusões baseadas em raciocínios inteligentemente calcados na teologia bíblica, considerando todas as ferramentas a sua disposição inclusive a ciência.
Paul Tillich define (acima) pecado e graça de forma maravilhosamente clara e verdadeira. O grande pecado não é deixar de dar o dizimo do seu dinheiro a igreja, mas deixar de dar a devida atenção ao mundo no qual vivemos e as suas necessidades.
É viver alienado dos problemas e necessidades do próximo, da criação e da criatura em geral. É falta da graça reconciliatória do homem consigo mesmo e com o universo. É viver na ignorância voluntária e alienadora que impede o ser humano de ser parte integrante e ativa do universo.
A alienação impede o homem de cumprir seu papel cósmico e cosmético tornando-o pecador por ser o que não deveria e não o deixando ser o que deveria.
Continua...
By Presbítero Fabrício Canalis
Somos parte de um universo onde tudo está interligado e entrelaçado. Universo este criado para funcionar em equilíbrio. Mas a gula desequilibra esses sistemas vitais, condenando todo o universo a essa loucura atual e a inversão de valores que mata pessoas em favor do acúmulo de riquezas.
Todos somos pó e ao pó voltaremos. Todos somos feitos de poeira estelar. Sessenta por cento do nosso corpo é constituído por átomos de hidrogênio e todos eles já foram elementos constituintes do big bang. Os outros elementos químicos de nosso corpo (40% de seus átomos) foram forjados no interior das estrelas. São “poeira estelar reciclada”.
Buscar a Deus é buscar viver de modo sustentável na terra, sendo generoso com ela e com todos da mesma maneira com que a mãe terra (Gaia) é conosco. Se não somos capazes de respeitar nosso semelhante, (seres humanos), como respeitaremos o planeta se o consideramos menos que nós?
Não entendemos que somos um. Somos parte de um mesmo organismo vivo e pulsante. E que se parte dele morrer ou falir será a falência e a morte da humanidade e de toda a criação.
Paul Tillich define pecado e graça da seguinte maneira: “pecado é alienação e graça é reconciliação”. O mundo todo e as religiões em suas modernas teologias definem e pregam pecado de uma maneira muito leviana e egoísta. O pecado é tudo o que geralmente afasta o povo da igreja local e os fazem deixar de dar a décima parte do salário.
Pecado é uma “carta na manga” para controlar as pessoas através do medo do inferno e de um satã inventado com esse fim especifico de aterrorizar as pessoas tornando-as escravas do poder da igreja ou do clero.
Graças a Deus existem homens e mulheres pensantes que ousam desafiar o pensamento dominante e tirar suas conclusões baseadas em raciocínios inteligentemente calcados na teologia bíblica, considerando todas as ferramentas a sua disposição inclusive a ciência.
Paul Tillich define (acima) pecado e graça de forma maravilhosamente clara e verdadeira. O grande pecado não é deixar de dar o dizimo do seu dinheiro a igreja, mas deixar de dar a devida atenção ao mundo no qual vivemos e as suas necessidades.
É viver alienado dos problemas e necessidades do próximo, da criação e da criatura em geral. É falta da graça reconciliatória do homem consigo mesmo e com o universo. É viver na ignorância voluntária e alienadora que impede o ser humano de ser parte integrante e ativa do universo.
A alienação impede o homem de cumprir seu papel cósmico e cosmético tornando-o pecador por ser o que não deveria e não o deixando ser o que deveria.
Continua...
By Presbítero Fabrício Canalis
À procura de Deus I
A grande sede e fome mundial não é de água e alimento respectivamente. Mas sim de Deus! Todos têm necessidade de encontrar Deus. Enquanto não acontece esse encontro o homem continua na busca incessante de Deus, muitas vezes de maneira e em lugares errados.
Explico: o consumismo tem acabado com as famílias, finanças, casas, empresas, amizades, moral, ética, caráter, natureza, criação. É uma necessidade de ter, de satisfazer a alma com algo que só Deus pode suprir. Essa é uma necessidade intrínseca do ser humano. Não há como negá-la ou saciá-la fora de Deus.
O contato com Deus nos traz a responsabilidade cósmica e o amor necessários para cuidarmos da criação. Afinal somos todos parte de Deus. Tudo o que foi criado tem o DNA de Deus. Somos todos irmãos. Mas essa consciência nos escapa quanto mais nos distanciamos de Dele. Como conseqüência dessa fome de Deus, os homens se matam e se deixam matar, destroem e se deixam destruir.
As crianças que morrem diariamente de fome e sede são vitimas dessa falta de alimento diário por parte dos que nada fazem para mudar essa realidade. Se falta alimento material a criação é porque homens não tem se alimentado de Deus. Como uma pessoa que está em contato com Deus pode ver seu semelhante padecendo necessidades e nada fazer para amenizá-la?
Não. A culpa não é dos que morrem de fome e sede, mas nossa. A culpa é daqueles que tem como ajudar e não o fazem. É dos que ficam orando e fazendo campanhas de oração para acabar com a fome mundial, mas não abrem a carteira para contribuir e não reciclam seu lixo, não economizam água e comida, não valorizam o que tem muito fácil em suas mãos e que milhares morrem diariamente por não ter o necessário.
A responsabilidade pelos que morrem é nossa. É do povo que vota em políticos que usam a falta de água no sertão para fins eleitoreiros, das centenas de ricos que exploram os milhões de pobres e miseráveis em sua própria terra natal tirando deles até o pouco que tem buscando saciar uma sede e fome que só Deus pode sanar.
O homem confunde a sua busca por Deus com a busca desenfreada pelo consumo. Esse é o pecado da gula muito em voga hoje. Gula no sentido literal da palavra (um excessivo desejo de comer) é um sinônimo para consumismo que significa descer pela garganta. Daí um alto índice de obesos que preocupa, mas o pior são os obesos de riquezas.
Essa fome de riqueza e consumo que nunca acaba. Geralmente o obeso é também gastador, consumista, guloso. A gula não é só por comida, mas pelo consumo dos bens e riquezas naturais como água, comida também obviamente, e a natureza em geral.
Consumimos as matas, o ar, os mananciais, os metais nobres como ouro, prata e as pedras preciosas, de maneira que parecem que eles jamais acabarão e a custa de quem quer que seja.
E quando vamos nos dar conta disso?
“Somente depois que a última arvore for cortada,
Somente depois que o ultimo rio for envenenado,
Somente depois que o ultimo peixe for fisgado,
Somente nesse momento vocês descobrirão que o dinheiro não pode ser comido.” (autor desconhecido)
A falta de responsabilidade para com a vida e o meio ambiente para se manter a vida é ao mesmo tempo a consequência e a raiz dos males da humanidade hoje.
Nas palavras do escritor do texto acima está a grande verdade que todos fazem questão de ignorar. O dinheiro não pode ser comido, nem as pedras preciosas, nem o ouro, nem o petróleo pode ser usado para matar a sede.
Quando não houver mais água potável e o meio ambiente não for mais propicio a vida humana e as florestas não nos oferecerem mais o oxigênio e a terra não nos der mais alimento, como viveremos?
A pior forma de ignorância é aquela que a pessoa faz questão de manter. E a não busca pelo saber pelo medo ou pela não querência da transformação que isso trará. É a escolha pela ignorância por não querer mudar sua cosmovisão e sua ação diante dos fatos. Mas ao contrário do que se pensa essa ignorância não nos isenta das conseqüências.
Hoje alguns padecem por causa dessa ignorância glutona e consumista, mas amanhã todos sofreremos tais conseqüências até os mais ricos, pois descobrirão que dinheiro e riquezas não se comem.
Enquanto isso percebermos que os alimentos estão ficando mais escassos e, portanto mais caros. O pão subiu quantos por cento desde a década passada? Antes da miséria total e do caos, o pão talvez custe o equivalente a um quilo de caviar e, portanto só o terá quem for muito rico.
Mas chegará o dia em que não haverá mais pão e nem por todo o dinheiro do mundo poderá ser comprado. E aí? É exagero esse exemplo do pão? Que tal pensar isso em relação à água potável, ao ar, a terra?
Continua...
By Presbítero Fabrício Canalis
Explico: o consumismo tem acabado com as famílias, finanças, casas, empresas, amizades, moral, ética, caráter, natureza, criação. É uma necessidade de ter, de satisfazer a alma com algo que só Deus pode suprir. Essa é uma necessidade intrínseca do ser humano. Não há como negá-la ou saciá-la fora de Deus.
O contato com Deus nos traz a responsabilidade cósmica e o amor necessários para cuidarmos da criação. Afinal somos todos parte de Deus. Tudo o que foi criado tem o DNA de Deus. Somos todos irmãos. Mas essa consciência nos escapa quanto mais nos distanciamos de Dele. Como conseqüência dessa fome de Deus, os homens se matam e se deixam matar, destroem e se deixam destruir.
As crianças que morrem diariamente de fome e sede são vitimas dessa falta de alimento diário por parte dos que nada fazem para mudar essa realidade. Se falta alimento material a criação é porque homens não tem se alimentado de Deus. Como uma pessoa que está em contato com Deus pode ver seu semelhante padecendo necessidades e nada fazer para amenizá-la?
Não. A culpa não é dos que morrem de fome e sede, mas nossa. A culpa é daqueles que tem como ajudar e não o fazem. É dos que ficam orando e fazendo campanhas de oração para acabar com a fome mundial, mas não abrem a carteira para contribuir e não reciclam seu lixo, não economizam água e comida, não valorizam o que tem muito fácil em suas mãos e que milhares morrem diariamente por não ter o necessário.
A responsabilidade pelos que morrem é nossa. É do povo que vota em políticos que usam a falta de água no sertão para fins eleitoreiros, das centenas de ricos que exploram os milhões de pobres e miseráveis em sua própria terra natal tirando deles até o pouco que tem buscando saciar uma sede e fome que só Deus pode sanar.
O homem confunde a sua busca por Deus com a busca desenfreada pelo consumo. Esse é o pecado da gula muito em voga hoje. Gula no sentido literal da palavra (um excessivo desejo de comer) é um sinônimo para consumismo que significa descer pela garganta. Daí um alto índice de obesos que preocupa, mas o pior são os obesos de riquezas.
Essa fome de riqueza e consumo que nunca acaba. Geralmente o obeso é também gastador, consumista, guloso. A gula não é só por comida, mas pelo consumo dos bens e riquezas naturais como água, comida também obviamente, e a natureza em geral.
Consumimos as matas, o ar, os mananciais, os metais nobres como ouro, prata e as pedras preciosas, de maneira que parecem que eles jamais acabarão e a custa de quem quer que seja.
E quando vamos nos dar conta disso?
“Somente depois que a última arvore for cortada,
Somente depois que o ultimo rio for envenenado,
Somente depois que o ultimo peixe for fisgado,
Somente nesse momento vocês descobrirão que o dinheiro não pode ser comido.” (autor desconhecido)
A falta de responsabilidade para com a vida e o meio ambiente para se manter a vida é ao mesmo tempo a consequência e a raiz dos males da humanidade hoje.
Nas palavras do escritor do texto acima está a grande verdade que todos fazem questão de ignorar. O dinheiro não pode ser comido, nem as pedras preciosas, nem o ouro, nem o petróleo pode ser usado para matar a sede.
Quando não houver mais água potável e o meio ambiente não for mais propicio a vida humana e as florestas não nos oferecerem mais o oxigênio e a terra não nos der mais alimento, como viveremos?
A pior forma de ignorância é aquela que a pessoa faz questão de manter. E a não busca pelo saber pelo medo ou pela não querência da transformação que isso trará. É a escolha pela ignorância por não querer mudar sua cosmovisão e sua ação diante dos fatos. Mas ao contrário do que se pensa essa ignorância não nos isenta das conseqüências.
Hoje alguns padecem por causa dessa ignorância glutona e consumista, mas amanhã todos sofreremos tais conseqüências até os mais ricos, pois descobrirão que dinheiro e riquezas não se comem.
Enquanto isso percebermos que os alimentos estão ficando mais escassos e, portanto mais caros. O pão subiu quantos por cento desde a década passada? Antes da miséria total e do caos, o pão talvez custe o equivalente a um quilo de caviar e, portanto só o terá quem for muito rico.
Mas chegará o dia em que não haverá mais pão e nem por todo o dinheiro do mundo poderá ser comprado. E aí? É exagero esse exemplo do pão? Que tal pensar isso em relação à água potável, ao ar, a terra?
Continua...
By Presbítero Fabrício Canalis
domingo, 28 de junho de 2009
O prazer de Deus
“E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.”(Mateus 3:17)
Esse texto contém uma verdade maravilhosa, algo que realmente nos liberta e nos conforta. Tira de nossos ombros um grande peso: o de agradar a Deus com nossos atos e ações.
Deus só podia ter prazer através de Cristo, ou seja, nele mesmo como Deus que é. Mas após a morte e ressurreição de Jesus foi-nos aberto o caminho para a salvação através da justificação pela fé em Cristo.
Então a fé de Cristo em nós opera a conversão e a transformação necessária para que Deus possa ter prazer em nós e através de nós. A partir daí somos única e exclusivamente para o prazer de Deus.
Ô gloria! Que coisa maravilhosa! Como conseqüência do crer em Jesus obtivemos salvação e Deus passa a ter prazer em nós.
Isso traz alívio para minha alma, pois, não preciso mais preocupar-me em agradar a Deus com meus atos e tal. Ele só se agrada de mim através da minha fé. O único caminho para agradar a Deus é através da fé.
Então se eu creio em Cristo e no que seu sacrifício vicário me proporciona, posso me posicionar diante de Deus como filho e agradá-lo como tal, deixando-o agir através de mim e assim dando prazer a ele.
Afinal Deus está cansado de saber quem eu sou, e eu também. O que importa na nova caminhada com Deus é saber quem Deus é, e quem posso ser em Deus. Essa caminhada constante no aprender de Deus e de si mesmo gera transformação de vida a cada passo, a cada etapa vencida nessa nova vida.
E quanto mais se caminha, se cresce, amadurece. Nesse ínterim, Deus tem prazer em nós. Deus sabe quem somos, sabia mesmo antes de nascermos. E ainda assim nos escolheu para o seu prazer. “Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer”. (salmos 16:3).
Você pode dizer: ah! Mas aqui ele fala de santos que há na terra. Pois, é isso mesmo. Santos somos nós. Cada um de nós que passou pelo processo de transformação radical do pensamento, transformação do homem interior, através da salvação por meio de Jesus.
Vamos falar um pouco sobre santidade. A palavra hebraica para santo é qadosh que quer dizer separado, destacado. Portanto, santo quer dizer separado por Deus e para Deus. Mas a santidade é só Deus quem pode produzir. Só Deus pode escolher e separar os que ele quer.
Então não há nada que eu possa fazer para ser santo. Nem estar aberto a isso. Pois a Deus pertence tanto o agir como o realizar. Agora, posso escolher o que fazer a partir dessa informação.
Como? Sendo simplesmente eu. Sendo o eu que Deus quer que eu seja. Ou eu creio que Deus é poderoso para me amar como sou e me transformar de acordo com sua vontade para seu prazer, ou continuo me maltratando e negando a perdoar a mim próprio deixando de dar prazer a Deus e deixando de ter prazer nele e em todo o resto.
Aí a pessoa fica de mal com vida. Sabe aquela pessoa amarga que nada a contenta, que nunca consegue nada e quando consegue; não valoriza, não lhe dá prazer. Pois é! isso é a falta de perdão. Não de Deus, mas de si próprio.
Muitas pessoas se encontram nessa situação por uma compreensão errônea do evangelho. Um evangelho barato, sem cruz, pregado por igrejas onde a prioridade é a arrecadação dos dízimos e a escravização das mentes; ao sistema religioso, ao medo do diabo e seus demônios, e a manifestações de sinais e maravilhas nem sempre genuinamente divinas.
Como posso dar prazer a Deus ou ser para o seu prazer se não tenho sequer prazer em viver ou em Deus e em mim próprio?
Não estou fazendo apologia ao hedonismo, muito pelo contrario, o prazer de Deus e em Deus traz como conseqüência o prazer às mínimas coisas em nossa vida.
E como mudamos ao saber que somos para o prazer de Deus! Ao saber que não importam as coisas que fazemos de errado, que vamos continuar errando enquanto viver, mas que isso não interfere em nada o que Deus pensa de nós, nos sentimos aliviados e leves. E isso é maravilhoso!
Não há nada que eu possa fazer que venha a ser uma surpresa a Deus. Deus sabe de tudo de antemão. Afinal ele é onisciente. E a presciência de Deus sobre mim o impede de ser pego de surpresa quando faço algo ruim.
Ele sabe de tudo e mesmo assim me amou e me escolheu. Fez isso porque é poderoso para me transformar naquilo que ele quer que eu seja e assim ter prazer em mim. Não no eu terminado, mas durante todo o processo pelo qual passo e passarei ele terá prazer em mim.
Quando a igreja entende isso Deus passa a ter prazer nela. E enquanto ela não entende isso, além de não dar prazer a Deus, não tem prazer em Deus e muito menos no servir a ele e a comunidade ou ao próximo.
Torna-se uma igreja apática, hipócrita, morna, insípida e geralmente abastada ou com pastores bem servidos financeiramente.
Somos os únicos seres capazes de dar prazer a Deus. Deus tem prazer em toda a criação por tê-la criado. Mas, nós podemos dar prazer a Deus quando agimos em favor da criação.
Outra coisa que dá prazer a Deus é a prosperidade do justo. “Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; e digam sempre: Glorificado seja o SENHOR, que se compraz na prosperidade do seu servo!” (salmos 35:27)
Quem é justo? Todo aquele que foi por Deus justificado através do sacrifício vicário de Cristo.
O que é prosperidade? É não ter falta de nada que seja necessário para se ter uma vida regalada nesta terra. E isso não diz respeito somente às finanças, mas sim em todos os sentidos. Sejam: conhecimento, amizades, alimento, vestimenta, lazer, ou prazer.
By Fabrício Canalis+
Esse texto contém uma verdade maravilhosa, algo que realmente nos liberta e nos conforta. Tira de nossos ombros um grande peso: o de agradar a Deus com nossos atos e ações.
Deus só podia ter prazer através de Cristo, ou seja, nele mesmo como Deus que é. Mas após a morte e ressurreição de Jesus foi-nos aberto o caminho para a salvação através da justificação pela fé em Cristo.
Então a fé de Cristo em nós opera a conversão e a transformação necessária para que Deus possa ter prazer em nós e através de nós. A partir daí somos única e exclusivamente para o prazer de Deus.
Ô gloria! Que coisa maravilhosa! Como conseqüência do crer em Jesus obtivemos salvação e Deus passa a ter prazer em nós.
Isso traz alívio para minha alma, pois, não preciso mais preocupar-me em agradar a Deus com meus atos e tal. Ele só se agrada de mim através da minha fé. O único caminho para agradar a Deus é através da fé.
Então se eu creio em Cristo e no que seu sacrifício vicário me proporciona, posso me posicionar diante de Deus como filho e agradá-lo como tal, deixando-o agir através de mim e assim dando prazer a ele.
Afinal Deus está cansado de saber quem eu sou, e eu também. O que importa na nova caminhada com Deus é saber quem Deus é, e quem posso ser em Deus. Essa caminhada constante no aprender de Deus e de si mesmo gera transformação de vida a cada passo, a cada etapa vencida nessa nova vida.
E quanto mais se caminha, se cresce, amadurece. Nesse ínterim, Deus tem prazer em nós. Deus sabe quem somos, sabia mesmo antes de nascermos. E ainda assim nos escolheu para o seu prazer. “Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer”. (salmos 16:3).
Você pode dizer: ah! Mas aqui ele fala de santos que há na terra. Pois, é isso mesmo. Santos somos nós. Cada um de nós que passou pelo processo de transformação radical do pensamento, transformação do homem interior, através da salvação por meio de Jesus.
Vamos falar um pouco sobre santidade. A palavra hebraica para santo é qadosh que quer dizer separado, destacado. Portanto, santo quer dizer separado por Deus e para Deus. Mas a santidade é só Deus quem pode produzir. Só Deus pode escolher e separar os que ele quer.
Então não há nada que eu possa fazer para ser santo. Nem estar aberto a isso. Pois a Deus pertence tanto o agir como o realizar. Agora, posso escolher o que fazer a partir dessa informação.
Como? Sendo simplesmente eu. Sendo o eu que Deus quer que eu seja. Ou eu creio que Deus é poderoso para me amar como sou e me transformar de acordo com sua vontade para seu prazer, ou continuo me maltratando e negando a perdoar a mim próprio deixando de dar prazer a Deus e deixando de ter prazer nele e em todo o resto.
Aí a pessoa fica de mal com vida. Sabe aquela pessoa amarga que nada a contenta, que nunca consegue nada e quando consegue; não valoriza, não lhe dá prazer. Pois é! isso é a falta de perdão. Não de Deus, mas de si próprio.
Muitas pessoas se encontram nessa situação por uma compreensão errônea do evangelho. Um evangelho barato, sem cruz, pregado por igrejas onde a prioridade é a arrecadação dos dízimos e a escravização das mentes; ao sistema religioso, ao medo do diabo e seus demônios, e a manifestações de sinais e maravilhas nem sempre genuinamente divinas.
Como posso dar prazer a Deus ou ser para o seu prazer se não tenho sequer prazer em viver ou em Deus e em mim próprio?
Não estou fazendo apologia ao hedonismo, muito pelo contrario, o prazer de Deus e em Deus traz como conseqüência o prazer às mínimas coisas em nossa vida.
E como mudamos ao saber que somos para o prazer de Deus! Ao saber que não importam as coisas que fazemos de errado, que vamos continuar errando enquanto viver, mas que isso não interfere em nada o que Deus pensa de nós, nos sentimos aliviados e leves. E isso é maravilhoso!
Não há nada que eu possa fazer que venha a ser uma surpresa a Deus. Deus sabe de tudo de antemão. Afinal ele é onisciente. E a presciência de Deus sobre mim o impede de ser pego de surpresa quando faço algo ruim.
Ele sabe de tudo e mesmo assim me amou e me escolheu. Fez isso porque é poderoso para me transformar naquilo que ele quer que eu seja e assim ter prazer em mim. Não no eu terminado, mas durante todo o processo pelo qual passo e passarei ele terá prazer em mim.
Quando a igreja entende isso Deus passa a ter prazer nela. E enquanto ela não entende isso, além de não dar prazer a Deus, não tem prazer em Deus e muito menos no servir a ele e a comunidade ou ao próximo.
Torna-se uma igreja apática, hipócrita, morna, insípida e geralmente abastada ou com pastores bem servidos financeiramente.
Somos os únicos seres capazes de dar prazer a Deus. Deus tem prazer em toda a criação por tê-la criado. Mas, nós podemos dar prazer a Deus quando agimos em favor da criação.
Outra coisa que dá prazer a Deus é a prosperidade do justo. “Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; e digam sempre: Glorificado seja o SENHOR, que se compraz na prosperidade do seu servo!” (salmos 35:27)
Quem é justo? Todo aquele que foi por Deus justificado através do sacrifício vicário de Cristo.
O que é prosperidade? É não ter falta de nada que seja necessário para se ter uma vida regalada nesta terra. E isso não diz respeito somente às finanças, mas sim em todos os sentidos. Sejam: conhecimento, amizades, alimento, vestimenta, lazer, ou prazer.
By Fabrício Canalis+
terça-feira, 23 de junho de 2009
O diabo na tentação de Jesus
“A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.
Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.
Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.” (Mt. 4:1 a 11)
Bom, como diria Jack -o estripador- vamos por partes.
Vamos experimentar trocar a palavra diabo por: sua própria concupiscência. Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pela sua própria concupiscência. E depois de jejuar por um longo tempo, sua concupiscência estava a mil.
É como ir fazer compras em um supermercado morrendo de fome. Quem resiste em comprar as mais deliciosas guloseimas? Da vontade de comer tudo e de tudo. Pois é. Nessas condições Jesus começa a lutar com ele mesmo, ou, com sua própria concupiscência. E então vem a mente de Jesus: se sou o filho de Deus, o ser pelo qual Deus criou todas as coisas, posso ordenar a essas pedras que se transformem em pães e matarei minha fome.
Mas lembrou-se de que a humanidade não viveria eternamente só de pães. E Ele como palavra de Deus era mais importante para toda a humanidade sendo a palavra de Deus. E que por ela- a palavra- ele e toda a humanidade deveriam viver.
E essa vida sim seria eterna e gloriosa. Era um primeiro momento em que Jesus entregou o cuidado de sua vida a Deus. Deus deveria ser suficientemente poderoso para sustê-lo, e ele confiava, aceitava e assumia o plano perfeito de Deus para ele e para toda a humanidade. “Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.”
Então, sua própria concupiscência carnal o fez duvidar e pensar: se vou morrer aqui de fome por que não atenuar esse sofrimento logo de uma vez? Ou, se sou importante mesmo, se sou filho de Deus, posso atirar-me aqui de cima do pináculo do templo e nada de mal me sucederá “porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.”?
E nesse solilóquio angustiante percebe que sua vontade carnal o levaria a tentar o próprio Deus e pior se sucumbisse a carnalidade se tornaria o diabo (o tentador) de Deus.
Que esse ato o desviaria do propósito de Deus para ele e para a humanidade. E então faria parte e contribuiria para a injustiça desse mundo, condenando de uma vez por todas a humanidade e toda a criação a uma vida de cobiça e maldade eternas.
Já pensou se o mundo fosse como é hoje por toda eternidade? Sem nenhuma esperança de justiça, de melhora, de redenção? “Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.”
E Jesus foi levado por sua concupiscência carnal, a cobiça, a um monte muito alto, e viu todos os reinos do mundo e a glória deles e disse a si mesmo: Tudo isto pode ser meu. Basta me entregar a esse desejo e esquecer do propósito de Deus para minha vida e para a humanidade.
E em vez de obedecer a Deus, obedecerei a minha própria vontade. Jesus naquele momento não podia impedir que esses pensamentos aparecessem em sua mente, mas podia impedir de que ficassem e dominassem sobre ele.
Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, pensamento tentador, porque está escrito: Ao Senhor, meu Deus, pertence minha mente, minha alma e minha vida para adorá-lo, e só a ele me dedicarei e me consagrarei.
Com isto, venceu a concupiscência carnal que o deixou, e eis que vieram mensageiros de Deus e cuidaram de Jesus. Em Lucas 4:13 está escrito: “Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno.”
É bem mais cômodo para nós acreditar no diabo e em coisas espiritualizadas. Mas, é bem mais difícil encarar que o diabo somos nós mesmos em nossa concupiscência carnal que nos afasta de Deus e de seu propósito para nossa vida.
É mais fácil culpar um ser chamado diabo a combater a própria maldade. Ou assumir a própria responsabilidade sobre nossos erros.
By Fabrício Canalis+
Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.
Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.” (Mt. 4:1 a 11)
Bom, como diria Jack -o estripador- vamos por partes.
Vamos experimentar trocar a palavra diabo por: sua própria concupiscência. Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pela sua própria concupiscência. E depois de jejuar por um longo tempo, sua concupiscência estava a mil.
É como ir fazer compras em um supermercado morrendo de fome. Quem resiste em comprar as mais deliciosas guloseimas? Da vontade de comer tudo e de tudo. Pois é. Nessas condições Jesus começa a lutar com ele mesmo, ou, com sua própria concupiscência. E então vem a mente de Jesus: se sou o filho de Deus, o ser pelo qual Deus criou todas as coisas, posso ordenar a essas pedras que se transformem em pães e matarei minha fome.
Mas lembrou-se de que a humanidade não viveria eternamente só de pães. E Ele como palavra de Deus era mais importante para toda a humanidade sendo a palavra de Deus. E que por ela- a palavra- ele e toda a humanidade deveriam viver.
E essa vida sim seria eterna e gloriosa. Era um primeiro momento em que Jesus entregou o cuidado de sua vida a Deus. Deus deveria ser suficientemente poderoso para sustê-lo, e ele confiava, aceitava e assumia o plano perfeito de Deus para ele e para toda a humanidade. “Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.”
Então, sua própria concupiscência carnal o fez duvidar e pensar: se vou morrer aqui de fome por que não atenuar esse sofrimento logo de uma vez? Ou, se sou importante mesmo, se sou filho de Deus, posso atirar-me aqui de cima do pináculo do templo e nada de mal me sucederá “porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.”?
E nesse solilóquio angustiante percebe que sua vontade carnal o levaria a tentar o próprio Deus e pior se sucumbisse a carnalidade se tornaria o diabo (o tentador) de Deus.
Que esse ato o desviaria do propósito de Deus para ele e para a humanidade. E então faria parte e contribuiria para a injustiça desse mundo, condenando de uma vez por todas a humanidade e toda a criação a uma vida de cobiça e maldade eternas.
Já pensou se o mundo fosse como é hoje por toda eternidade? Sem nenhuma esperança de justiça, de melhora, de redenção? “Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.”
E Jesus foi levado por sua concupiscência carnal, a cobiça, a um monte muito alto, e viu todos os reinos do mundo e a glória deles e disse a si mesmo: Tudo isto pode ser meu. Basta me entregar a esse desejo e esquecer do propósito de Deus para minha vida e para a humanidade.
E em vez de obedecer a Deus, obedecerei a minha própria vontade. Jesus naquele momento não podia impedir que esses pensamentos aparecessem em sua mente, mas podia impedir de que ficassem e dominassem sobre ele.
Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, pensamento tentador, porque está escrito: Ao Senhor, meu Deus, pertence minha mente, minha alma e minha vida para adorá-lo, e só a ele me dedicarei e me consagrarei.
Com isto, venceu a concupiscência carnal que o deixou, e eis que vieram mensageiros de Deus e cuidaram de Jesus. Em Lucas 4:13 está escrito: “Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno.”
É bem mais cômodo para nós acreditar no diabo e em coisas espiritualizadas. Mas, é bem mais difícil encarar que o diabo somos nós mesmos em nossa concupiscência carnal que nos afasta de Deus e de seu propósito para nossa vida.
É mais fácil culpar um ser chamado diabo a combater a própria maldade. Ou assumir a própria responsabilidade sobre nossos erros.
By Fabrício Canalis+
O diabo na carta de Pedro
“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo”.
(I Pe. 5:8, 9)
Seguindo no propósito de trocar a palavra diabo por concupiscência da carne, analisaremos o texto acima proposto.
Pedro que já era bastante experiente quanto a ser peneirado por satanás escreve o documento dando o seguinte conselho: “Sede sóbrios e vigilantes...”. Sóbrio quer dizer: abstinente, abstêmio, casto, moderado, recatado entre outros sinônimos.
E vigilante quer dizer: atento, cauteloso, precavido, prudente. Agora, de que adiantaria ser tudo isso contra um diabo que é ser maligno perito em enganar e com tanto poder capaz de desencaminhar (se possível fosse) os filhos de Deus?
Mas se pensarmos no diabo como nossa própria concupiscência carnal, nossa tendência pecaminosa, nosso desejo pelo pecado, e nossa incrível capacidade em nos enganar a nos mesmos em favor de atos pecaminosos, fica mais clara a intenção de Pedro. Ele escreve justamente isso.
Cuidado consigo mesmo, sejam abstêmios da carne, sejam precavidos contra os desejos da carne e suas palavras doces como mel, mas que levam a inteira submissão à sujeira do pecado. Não que isso leve o pecador ao inferno, mas desvia a atenção da pessoa da vontade de Deus e das coisas que Deus tem para nos dar como a maturidade espiritual necessária para viver uma vida aos seus pés e impede-nos de dar os Frutos do Espírito.
A contemplação e o ceder às concupiscências nos mantêm sempre nos mesmos erros, na mesma vida, nos impede de crescer e amadurecer e ser mais parecidos com Cristo.
“O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” Será que um ser maligno anda ao derredor de todos os cristãos no mundo? Então o diabo é onipresente assim como Deus?
Creio que o diabo mencionado nesse texto é a malicia do ser humano em convidar-nos e tentar-nos a atender a concupiscência carnal. E essa concupiscência poder ser qualquer coisa que nos desvie da vontade de Deus e nos insira no contexto desse sistema mundano corrompido pelo pecado ao qual temos que nos opor com toda força e reverter o mal que o mesmo tem provocado à vida das pessoas e a toda a criação.
“Resisti-lhe firmes na fé”. Resistir a quem? Ao diabo, “poderoso ser maligno” que só Deus pode conter e Jesus o único a resistir-lhe? Não creio nisso. Pois se Deus e Cristo já o venceu, ainda tenho eu que resistir a ele? Creio que Pedro mais uma vez se dirige à tentação e o desejo pela concupiscência carnal.
Devemos resistir às tentações de fazer parte ou de contribuir com o sistema mundano corrompido como, por exemplo: agir com injustiça, maltratando ou deixando que maltratem a criação como um todo. É resistir à própria cobiça de ter mais do que necessário e a custa de outrem ou do meio ambiente. É resistir ao desejo de passar os outros para trás, de se dar bem a qualquer custo.
“Certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo”. Outra coisa que não creio é que todos os irmãos no mundo todo estão sendo tentados ao mesmo tempo pelo diabo. Não há a menor possibilidade de isso acontecer. Mas se pensarmos que a humanidade pode ser tentada pela própria cobiça no mundo todo ao mesmo tempo, isso sim me parece plausível. Afinal, o egoísmo, cobiça, fome, frio, roubos, invejas, e outras maldades são as mesmas em qualquer parte do planeta.
Pedro escreve que é assim no mundo inteiro onde há cristãos há essa luta ferrenha contra a carne, contra a maldade que própria carne pode produzir. E mais; isso é privilegio somente “da irmandade”, ou seja, dos cristãos. Pedro não se refere a toda população ou a todas as pessoas. Pois a luta contra esse diabo só tem quem verdadeiramente faz parte da nova criação: a dos filhos de Deus.
O ser diabo (uma personificação do mal) pode até existir, mas não oferece risco aos filhos de Deus. Pois já foi por Ele vencido na cruz. Então o diabo que os cristãos devem tratar com sobriedade e vigilância não é outro senão a sua própria concupiscência.
By Fabrício Canalis+
(I Pe. 5:8, 9)
Seguindo no propósito de trocar a palavra diabo por concupiscência da carne, analisaremos o texto acima proposto.
Pedro que já era bastante experiente quanto a ser peneirado por satanás escreve o documento dando o seguinte conselho: “Sede sóbrios e vigilantes...”. Sóbrio quer dizer: abstinente, abstêmio, casto, moderado, recatado entre outros sinônimos.
E vigilante quer dizer: atento, cauteloso, precavido, prudente. Agora, de que adiantaria ser tudo isso contra um diabo que é ser maligno perito em enganar e com tanto poder capaz de desencaminhar (se possível fosse) os filhos de Deus?
Mas se pensarmos no diabo como nossa própria concupiscência carnal, nossa tendência pecaminosa, nosso desejo pelo pecado, e nossa incrível capacidade em nos enganar a nos mesmos em favor de atos pecaminosos, fica mais clara a intenção de Pedro. Ele escreve justamente isso.
Cuidado consigo mesmo, sejam abstêmios da carne, sejam precavidos contra os desejos da carne e suas palavras doces como mel, mas que levam a inteira submissão à sujeira do pecado. Não que isso leve o pecador ao inferno, mas desvia a atenção da pessoa da vontade de Deus e das coisas que Deus tem para nos dar como a maturidade espiritual necessária para viver uma vida aos seus pés e impede-nos de dar os Frutos do Espírito.
A contemplação e o ceder às concupiscências nos mantêm sempre nos mesmos erros, na mesma vida, nos impede de crescer e amadurecer e ser mais parecidos com Cristo.
“O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” Será que um ser maligno anda ao derredor de todos os cristãos no mundo? Então o diabo é onipresente assim como Deus?
Creio que o diabo mencionado nesse texto é a malicia do ser humano em convidar-nos e tentar-nos a atender a concupiscência carnal. E essa concupiscência poder ser qualquer coisa que nos desvie da vontade de Deus e nos insira no contexto desse sistema mundano corrompido pelo pecado ao qual temos que nos opor com toda força e reverter o mal que o mesmo tem provocado à vida das pessoas e a toda a criação.
“Resisti-lhe firmes na fé”. Resistir a quem? Ao diabo, “poderoso ser maligno” que só Deus pode conter e Jesus o único a resistir-lhe? Não creio nisso. Pois se Deus e Cristo já o venceu, ainda tenho eu que resistir a ele? Creio que Pedro mais uma vez se dirige à tentação e o desejo pela concupiscência carnal.
Devemos resistir às tentações de fazer parte ou de contribuir com o sistema mundano corrompido como, por exemplo: agir com injustiça, maltratando ou deixando que maltratem a criação como um todo. É resistir à própria cobiça de ter mais do que necessário e a custa de outrem ou do meio ambiente. É resistir ao desejo de passar os outros para trás, de se dar bem a qualquer custo.
“Certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo”. Outra coisa que não creio é que todos os irmãos no mundo todo estão sendo tentados ao mesmo tempo pelo diabo. Não há a menor possibilidade de isso acontecer. Mas se pensarmos que a humanidade pode ser tentada pela própria cobiça no mundo todo ao mesmo tempo, isso sim me parece plausível. Afinal, o egoísmo, cobiça, fome, frio, roubos, invejas, e outras maldades são as mesmas em qualquer parte do planeta.
Pedro escreve que é assim no mundo inteiro onde há cristãos há essa luta ferrenha contra a carne, contra a maldade que própria carne pode produzir. E mais; isso é privilegio somente “da irmandade”, ou seja, dos cristãos. Pedro não se refere a toda população ou a todas as pessoas. Pois a luta contra esse diabo só tem quem verdadeiramente faz parte da nova criação: a dos filhos de Deus.
O ser diabo (uma personificação do mal) pode até existir, mas não oferece risco aos filhos de Deus. Pois já foi por Ele vencido na cruz. Então o diabo que os cristãos devem tratar com sobriedade e vigilância não é outro senão a sua própria concupiscência.
By Fabrício Canalis+
segunda-feira, 15 de junho de 2009
µЄτάνοια

“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.” (2 Co. 7:10)
A palavra µЄτάνοια (metanóia) expressa a mudança profunda e radical da mente que o Espírito de Deus opera, em uma experiência genuína de salvação.
E a palavra mente destacada na definição de metanóia tem a seguinte definição segundo Thayer: “Mente, incluindo as faculdades de percepção e compreensão, emoções, juízo e vontade.
A faculdade intelectual, a razão, a faculdade de perceber coisas divinas, de reconhecer o bem e o mal, o poder de julgar sóbria, calma e imparcialmente, os poderes mais elevados da alma.” Souter acrescenta a definição acima o seguinte: “razão, intuição, coração.
A igreja por si só não existe. É formada por pessoas que supostamente tiveram um encontro com Deus que resultou em uma metanóia, ou seja, “mudança da mente, mudança do homem interior” (Souter), “arrependimento para a salvação” e por isso fazem parte de uma organização religiosa.
Com um fim específico de ajudar o próximo, a pregação do evangelho vai além de simples palavras. Era seguida de sinais maravilhosos onde os ouvintes, judeus em sua maioria, eram convencidos pelo Espírito através de maravilhas mostradas pelos apóstolos. Mas hoje temos ainda muitas igrejas descontextualizadas buscando receber e manifestar milagres e sinais maravilhosos.
Não levam em consideração as palavras de Jesus que diz: “Ele, porém, respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas. Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra”(Mt 12:39,40).
“Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas. E, deixando-os, retirou-se” (Mt 16:4). E assim vivem nessa busca incessante por um sinal que já veio. E outros milagres poderão vir, mas, agora como conseqüência da metanóia e da vida comum com Deus.
Muitos milagres sairão das mãos da própria igreja, quando esta se dignar a sair em busca do perdido e necessitado ao invés de um viver ensimesmado e distante dos que realmente necessitam dela por “serem do mundo”.
Vou procurar me expressar melhor.
Uma igreja quando ora pedindo provisão aos que nada tem para se alimentar pode ser um milagre quando resolve arrecadar entre os irmãos e em toda comunidade alimentos para os tais necessitados. Deve procurar envolver-se dando exemplo de prática e através desse agir constranger a comunidade a participar ativamente desse processo.
O papel da igreja vai além de orar. Ele só começa com ela e depois é necessário seguir em frente na caminhada. A cada passo sendo mais parecido com Cristo e aprendendo mais dele, sendo como ele foi, agindo como ele agiu.
Não consigo ver a igreja cristã como verdadeira continuadora da obra e implantadora da “basileia tou theou” (Reino de Deus) sem que siga os passos de Cristo, sem que se pareça com ele. Não é possível sequer fazer a oração do “Pai Nosso” quando diz venha o teu Reino.
Pois esse Reino (do Pai) já veio com o advento de Cristo e a nós cabe dar segmento a implantação desse Reino, manifestando-o como Jesus o fez, ou seja, em amor. Pois, o Reino de Deus está presente e não está, ao mesmo tempo.
Deus está instalando e realizando seu Reino entre os homens agora mesmo. E este Reino de Deus presente entre nós não é imediatamente visível para todos. O Reino permanece oculto aos olhos dos que não estão preparados para recebê-lo, dos que não têm condições para aceitá-lo.
Por isso, ensinar o Reino de Deus não consiste em explicar o conceito nem em fazer com que se aceite, mas em mostrá-lo através de fatos concretos de tal maneira que as pessoas possam reconhecê-lo.
Talvez a palavra que mais traduza amor seja caridade. Que significa: altruísmo, beneficência, filantropia, humanidade. Que é amor com ação. Ou amor que gera ação. Portanto Cristão não é dizer o que Deus é, mas sim o que Deus faz.
Na Bíblia, reinar tem um sentido ativo: reinar é libertar, vencer, impor o seu domínio. Portanto a mensagem cristã não diz que Deus existe, o que dizem todas as religiões e todos os povos. Prefere dizer contra quem Deus luta, como luta e com que armas luta.
O Reino de Deus tem um nome concreto: Espírito Santo. Se o Reino de Deus é o Espírito Santo, isto quer dizer que Deus não luta por seu Reino sozinho. Deus entrega toda a sua luta nas mãos dos homens, pois, o Espírito não tem atuação própria; age sempre nos homens e através deles.
O Reino de Deus nasce se os homens aceitam agir e lutar. O Reino não existe se os homens não o tornam realidade.
Deus reina através da cruz: este é o mistério supremo do Reino. A cruz é a arma dos que não tem armas, a arma dos fracos, marginalizados. Significa que quando não há mais esperança, ainda resta a esperança da confiança do Pai, da segurança do triunfo do Reino de Deus, apesar de todas as adversidades.
A vitória e o Reino estão na própria cruz. A firmeza e invencibilidade do crucificado, que não cede diante das ameaças, é a essência da vitória. O Reino de Deus no tempo presente não é um reino estabelecido, instalado; é um reino da cruz. Sua vitória é o próprio combate.
A cruz é uma dimensão permanente do Reino. Deus reina nos crucificados porque eles são a parte do mundo que Satanás e o pecado não conseguiram conquistar. São os homens que não se renderam.
Assumir o mundo inteiro e transformá-lo numa missão total é o Reino de Deus na terra. Mas, para ser missionário, uma pessoa tem de haver passado e pela metanóia (conversão) sob pena de fazer coro às várias igrejas e sistemas institucionais que nasceram do cristianismo, entre elas várias Igrejas seculares, onde o individualismo não constrói o Reino de Deus, constrói o anti-reino.
O que está acontecendo em larga escala hoje em dia, vide os programas evangélicos de tv e a ênfase dada na maioria dos cultos evangélicos.
Ouso dizer que a igreja contemporânea depende mais do Diabo para sobreviver do que do próprio Deus. Experimentemos acabar com a ênfase nos demônios possuidores de corpos e geradores de doenças, maldições hereditárias ou não, e concentramos somente no que é bom e pregar a graça divina.
Talvez as igrejas e seus cofres fiquem vazios. No capitulo 16 deste livro questiono isso. Se o Diabo e o inferno não existissem ainda assim optaríamos por Deus? Nossa cede de Deus é pelo que ele é, ou por medo do sofrimento escatológico pregado e inventado pelos antigos chefes do catolicismo afim de controlar as pessoas e mantê-las escravizadas à fé herege que lhes era pregada?
A metanóia é vital para a salvação e o viver como tal. Ate mesmo o conhecimento e sabedoria disponíveis aos salvos são mais profundos, pois só tem acesso a eles quem faz parte da nova criação, assim como só podem entender e aceitar tais “insights” divinos.
Um exemplo clássico do que menciono agora é o senhorio absoluto de Jesus. Há varias referencias nas epistolas paulinas a Deus Pai como criador de todas as coisas, mas que traz Jesus Cristo como agente e alvo da criação.
Em Cl. 1,16 no grego o verbo está no tempo perfeito, que indica uma ação realizada no passado cujos efeitos e realidade ainda se fazem concretos no presente do escritor: “Deus tem criado nele, por meio dele, e para ele, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra”.
Através desta fórmula, Jesus é apresentado como meio-ambiente da criação (nele), como agente divino da criação (por meio dele), e como o alvo (para ele) da criação. A criação consiste de todas as criaturas, seja as que vivem na terra, seja as que vivem fora e acima dela.
A polêmica contra os conceitos dualistas do mundo presente na cultura greco-romana é claramente perceptível. Cl. 1:17 e 1 Co 8:6 afirmam que somente por meio de Cristo é que todas as criaturas subsistem.
Toda e qualquer idéia de um destino cego e impessoal, ou de poderes astrais ou demoníacos que governem a vida humana é colocada sob suspeita e mostrada inválida, pois há um só Senhor de todas as coisas: Jesus Cristo, o meio, agente e alvo da Criação de Deus Pai. “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele.”(Cl. 1:16)
Esta afirmação não pode ser interpretada simplesmente como que seres angelicais ou demoníacos, ou poderes e estruturas terrestres criados por Deus em Cristo, por meio de Cristo, e para Cristo.
Mas, simplesmente faz afirmação de que toda e qualquer estrutura, sociedade, leis, instituições e regularidades da natureza, evolução, história, a psiqué, a mente, estão sujeitas ao domínio e senhorio de Cristo como Senhor absoluto de todas as coisas. É Jesus o criador e senhor, é a fonte de vida, o garantidor da existência o alvo da realidade criada e a plenitude totalizadora de tudo quanto existe.
Na igreja regenerada, aquela que experimentou a metanóia, Deus é Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos, segundo traz Ef. 1:20-23 “Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos, e pondo-o a sua direita nos céus ,acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro;E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.”
A única maneira de sermos o que temos de ser, da maneira como Cristo sonhou que fossemos, e que o mundo desesperadamente necessita que sejamos; é através da metanóia.
Ou seja, através da mudança profunda e radical da mente -faculdade intelectual, a razão, a faculdade de perceber coisas divinas, de reconhecer o bem e o mal, o poder de julgar sóbria, calma e imparcialmente, os poderes mais elevados da alma, razão, intuição, coração - que o Espírito de Deus opera, em uma experiência genuína de salvação.
Sendo assim só me resta pedir que:
O SENHOR nos abençoe e nos guarde;
O SENHOR faça resplandecer o rosto sobre nós e tenha misericórdia de nós;
O SENHOR sobre nós levante o rosto e nos dê a paz.
By Presbítero Fabrício Canalis+
segunda-feira, 16 de março de 2009
O que importa é ser feliz
“Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança.” (Salmos 33:12).
Vemos hoje uma corrida desesperada atrás de dinheiro. É essa a força motriz da humanidade em todo o globo.
O capitalismo se estabeleceu de forma tenaz, não dando espaço nem tempo para que as pessoas pensem no por que e na serventia do dinheiro. Assim permanece a máxima: dinheiro é sempre bem-vindo, ou dinheiro é sempre bom.
Mas o bom mesmo é ser feliz!
Na verdade é o que importa de verdade. Mesmo sem perceber é o que as pessoas querem. Queremos ser felizes e sempre atamos essa idéia ao dinheiro, ou a quantidade de dinheiro que temos ou que desejamos um dia ter.
A felicidade, que é o que importa a todo ser humano, não depende dos fatores que usualmente empregamos ou nos justificamos: dinheiro. Mas, sim de ser povo de Deus e agir como tal.
Nos países mais ricos do mundo, alguns milionários viajam a países pobres na intenção de conhecer e ajudar. E então voltam para suas vidas sentindo-se felizes e abençoados por não fazerem parte do cotidiano dessas pessoas e também com a alma (leia-se consciência) mais leve por terem feito o bem a quem necessita.
Cada vez mais se está valorizando o trabalho voluntário, pois esse tipo de atividade tem curado muitas pessoas de depressão e outras doenças. Simplesmente pelo fato de poder fazer alguém feliz. O doar-se faz bem a quem se doa. Por isso Jesus enfatizou tanto esse fato.
Na maioria das vezes o trabalho voluntário é feito não com a simples vontade de ajudar, mas pelo desejo egoísta de ser feliz, de sentir felicidade. Não importa o por que. Só importa o fazer, o doar-se em prol de outrem, mesmo que motivado pelo desejo egoísta de ser feliz.
Mas há quem diga que está errado o mote acima. Pois não vale o ser feliz a qualquer custo, ou à custa de outrem.
Mas não esqueçamos que só há uma maneira de ser feliz: sendo nação escolhida por Deus. Portanto os que de Deus não são nascidos, não podem ser felizes nem fazendo o mal ou tudo o que é errado. Mas podem sentir felicidade, mesmo sendo maus, fazendo o bem.
Em suma se cada pessoa entender sua natureza humana e divina, buscar ser feliz entendendo que o único caminho à felicidade é realizando-se através do próximo; a vida seria bem melhor e mais bonita.
Enfim as pessoas se cercam apenas de quem as interessam. Se o interesse for ser feliz nos moldes de Cristo, as pessoas se cercarão de outros seres que tem algum tipo de necessidade a qual possam satisfazer. Afinal não isso o cristianismo?
Se tais pessoas se cercarem de pessoas com intenções excusas é talvez sinal de que nunca estiveram perto de Deus e nem teem obrigação de serem bons ou de agirem com bondade.
Devemos confiar que Deus é poderoso para nos guardar de todo o mal e de nos abrir oportunidades de vivermos o evangelho de forma a provocar o desejo de ser cristão aos outros.
Afinal... “Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança.”(Salmos 33:12)
Presbítero Fabricio Canalis
Vemos hoje uma corrida desesperada atrás de dinheiro. É essa a força motriz da humanidade em todo o globo.
O capitalismo se estabeleceu de forma tenaz, não dando espaço nem tempo para que as pessoas pensem no por que e na serventia do dinheiro. Assim permanece a máxima: dinheiro é sempre bem-vindo, ou dinheiro é sempre bom.
Mas o bom mesmo é ser feliz!
Na verdade é o que importa de verdade. Mesmo sem perceber é o que as pessoas querem. Queremos ser felizes e sempre atamos essa idéia ao dinheiro, ou a quantidade de dinheiro que temos ou que desejamos um dia ter.
A felicidade, que é o que importa a todo ser humano, não depende dos fatores que usualmente empregamos ou nos justificamos: dinheiro. Mas, sim de ser povo de Deus e agir como tal.
Nos países mais ricos do mundo, alguns milionários viajam a países pobres na intenção de conhecer e ajudar. E então voltam para suas vidas sentindo-se felizes e abençoados por não fazerem parte do cotidiano dessas pessoas e também com a alma (leia-se consciência) mais leve por terem feito o bem a quem necessita.
Cada vez mais se está valorizando o trabalho voluntário, pois esse tipo de atividade tem curado muitas pessoas de depressão e outras doenças. Simplesmente pelo fato de poder fazer alguém feliz. O doar-se faz bem a quem se doa. Por isso Jesus enfatizou tanto esse fato.
Na maioria das vezes o trabalho voluntário é feito não com a simples vontade de ajudar, mas pelo desejo egoísta de ser feliz, de sentir felicidade. Não importa o por que. Só importa o fazer, o doar-se em prol de outrem, mesmo que motivado pelo desejo egoísta de ser feliz.
Mas há quem diga que está errado o mote acima. Pois não vale o ser feliz a qualquer custo, ou à custa de outrem.
Mas não esqueçamos que só há uma maneira de ser feliz: sendo nação escolhida por Deus. Portanto os que de Deus não são nascidos, não podem ser felizes nem fazendo o mal ou tudo o que é errado. Mas podem sentir felicidade, mesmo sendo maus, fazendo o bem.
Em suma se cada pessoa entender sua natureza humana e divina, buscar ser feliz entendendo que o único caminho à felicidade é realizando-se através do próximo; a vida seria bem melhor e mais bonita.
Enfim as pessoas se cercam apenas de quem as interessam. Se o interesse for ser feliz nos moldes de Cristo, as pessoas se cercarão de outros seres que tem algum tipo de necessidade a qual possam satisfazer. Afinal não isso o cristianismo?
Se tais pessoas se cercarem de pessoas com intenções excusas é talvez sinal de que nunca estiveram perto de Deus e nem teem obrigação de serem bons ou de agirem com bondade.
Devemos confiar que Deus é poderoso para nos guardar de todo o mal e de nos abrir oportunidades de vivermos o evangelho de forma a provocar o desejo de ser cristão aos outros.
Afinal... “Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança.”(Salmos 33:12)
Presbítero Fabricio Canalis
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
A "psiquè" de Cristo

Eu vim para lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder. Lucas 12:49
Depois de várias exortações e avisos, Jesus diz aos seus discípulos a frase acima.
Muitos já ouviram essa frase como se Jesus ameaçasse mandar fogo do céu para destruir essa terra, esse mundo que jaz no maligno.
Outros preferem dizer que seria o pentecostes que perdura ainda hoje na visão de alguns, onde o espírito de Deus seria o fogo que batizaria a terra.
Acredito no seguinte: Cristo se referia simplesmente a essa diretriz, essa visão que ele estava passando aos discípulos.
De cuidar do mundo, das pessoas, das criaturas, anunciando o Reino e manifestando o reino aos povos.
Onde a inversão de valores é de fundamental importância. Onde o dinheiro, as riquezas, as pessoas estão a serviço de algo maior, a saber o próprio reino.
Jesus até mesmo adverte aos seus discípulos quanto ao cuidado que devem ter para que não se percam dessa visão e após morrerem ainda a terem lançada no esquecimento.
(Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer).
A visão era espalhar o evangelho libertador e salvador por toda a terra de maneira que não houvesse mais necessidades que não fossem satisfeitas pelo próximo.
Onde uma terra seria batizada com o batismo do Senhor que é uma entrega tal ao próximo, capaz de consumir a própria vida em função dessa visão do bem estar do outro. Como foi o batismo de Cristo na cruz.
Na idéia de Jesus a terra arderia nas chamas dessa visão e o combustível a ser queimado seria o egoísmo e toda a concupiscência carnal que impede o ser humano de ser o despenseiro fiel que Deus deseja que seja.
Portanto não adianta ficarmos orando pedindo um avivamento, um derramar do Espírito, quando não há sequer uma fagulha dessa chama para arder em prol de toda a criação.
De que adianta o “pentecoste” atual, se nem sabemos que espírito somos. Achando que Deus falava, no texto acima, de mandar fogo para queimar os infiéis aqui na terra e poupar os bons crentes.
Se Deus mandasse fogo para queimar destruir os infiéis, não sobraria uma pessoa sequer.
O sonho de Deus é ver a terra e as pessoas consumindo e gastando suas vidas, posses e tempo, tudo visando o reino de Deus manifestado-o ao próximo.
Se fizéssemos isso em primeiro lugar, nem existiria primeiro ou segundo lugar. Pois Deus de nada deixaria faltar aos seus, pois cuidaríamos uns dos outros como sendo as próprias mãos do Altíssimo.
Jesus teve uma visão que comunicou aos discípulos e disse “quem dera já estivesse ardendo”. Essa chama ardeu nos apóstolos, mas se perdeu até chegar a nós.
E hoje essa frase dita por Jesus é pregada de forma distorcida afastando-nos ainda mais do sonho de Cristo em ver a terra ardendo em amor mutuo e recíproco.
É muito mais fácil ficar clamando ao Espírito Santo por um avivamento que nunca chega. E culpa-lo por isso. Afinal o avivamento não se dá porque o Espírito Santo não quer.
Que estorinha ridícula de pessoas que não querem se dispor a trabalhar e abrir mão de sua própria vida em amor à vida comum!
O fogo foi lançado em cada cura, cada ato ou palavra de Jesus e seus apóstolos. Agora o fazer arder depende de mim e de você.
Depende de cada um de nós ardermos essa mensagem libertadora do evangelho a todo canto do mundo. Cabe a cada um de nós o entregar-se e gastar-se em favor da vida.
E assim o fogo se espalha e um dia, com certeza um dia, o sonho de Cristo se tornará realidade: a terra toda arderá com o fogo do amor de Deus, consumindo todo egoísmo e todo individualismo burro e destrutivo.
Extirpando do meio do seu povo a falta de amor e cuidado com o outro.
Devemos nos lembrar sempre: O segredo não é multiplicar, mas sim partilhar!
By Presbítero Fabricio Canalis
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
E se não houver inferno?

Bom, para inicio de conversa vamos examinar as pistas que a Bíblia nos dá sobre o inferno.
“Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”. Mateus 10:28
Neste texto temos uma noção que se existe um inferno como “lugar de tormentos”, mas, esse sofrimento não será eterno.
Talvez depois que a pessoa terminar de pagar por seus erros, o sofrimento termine com a morte ou sua condenação à inexistência (veremos mais a seguir).
Pois, a verdade que o texto traz aqui é que; a alma (do grego é psuche, isto é, psique que significa mente ou pensamento, idéia, fé) e o corpo perecerão no inferno.
E perecer significa, segundo o Dicionário Silveira Bueno: falecer, acabar, findar, deixar de existir, morrer, ser assolado. Assim sendo se pode entender que a alma e o corpo serão condenados ao inferno onde se encontrarão com a inexistência, à morte, ao deixar de ser. E se o corpo e a alma deixarão de ser, não serão mais eternos.
“Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo”. Mateus 18:9
Novamente aqui a Bíblia nos dá uma idéia de sofrimento com fogo. Isso nos dá a entender justamente uma idéia de sofrimento, mas não eterno. Pois o fogo consome tudo o que toca. Portanto, um sofrimento que tem fim.
“E, se tua mão te faz tropeçar, corta-a; pois é melhor entrares maneta na vida do que, tendo as duas mãos, ires para o inferno, para o fogo inextinguível” Marcos 9:43
Novamente aqui o inferno com fogo. Mas o que é inextinguível é o fogo. Pois a matéria que for para lá lançada, perecerá, ou deixará de existir sendo pelo fogo consumida.
“Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo”; 2 Pedro 2:4
Aqui temos uma discrepância, pois, como vimos nos textos acima no inferno há fogo e se há fogo não pode haver trevas.
Afinal as chamas iluminariam as trevas e as trevas não seriam trevas. Inferno no texto mencionado é a palavra tartarus que significa prisão.
Então abismo, trevas, inferno, é tudo um tipo de sinônimo ou uma forma superlativa de descrever o sofrimento e incutir o terror às pessoas. Sem contar que nenhum castigo pode ser infringido a alguém sem antes haver sido dada a sentença.
E sentença de castigo geralmente vem após o julgamento e de forma alguma o precede.
“E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra”. Apocalipse 6:8
Esse texto nos dá a impressão de morte por sofrimento. Ou então, logo após a morte ser lançado no local de sofrimento.
“Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo”. Apocalipse 20:14
A morte e o inferno são condenados à inexistência, pela segunda morte. Pois, perde o sentido de ser não tendo mais a quem atormentar uma vez que as almas e os corpos foram consumidos pelo fogo.
Novamente vem o sentido de um tempo de sofrimento determinado e depois a inexistência total. A segunda morte será a inexistência eterna. Enquanto os salvos gozam da presença de Deus, os condenados deixarão de existir.
Simplesmente não haverá lugar para os que não se enquadrarem ao tipo de vida que Deus escolheu para essa nação celestial. Então, não existirão mais.
Pois não haverá outro lugar destinado a eles, pela eternidade. O castigo maior será simplesmente não poderem existir no seio da Igreja de Cristo agora totalmente glorificada junto a Deus.
Será como se nunca tivessem existido enquanto que os salvos estarão se regozijando por todo o sempre. As pessoas jamais se lembrarão de quem provou da segunda morte, pois sua existência será extirpada, como se nunca houvera existido.
Muito bem, agora podemos chegar a uma conclusão. E é esta. Não importa se você crê ou não na existência do inferno como morte eterna, ou sofrimento eterno.
O que importa é: o que te move a ir de encontro a Deus? Pois, se o inferno não existe como lugar de sofrimento eterno, não pode ser tão mau assim. Dá até pra encarar fazer uns pecadinhos não crendo em Deus e em Cristo como única forma de salvação.
Ou então simplesmente negar a Deus e rejeitar sua salvação e se arriscar a não fazer parte do time que irá para o céu. Pois de repente até vale a pena “curtir a vida adoidado” e depois de uns tempos em sofrimento no inferno, deixar de existir.
O que não seria de todo mal se comparado a um sofrimento eterno.
Mas a pergunta persiste. O que te faz escolher crer em Deus e seguir por esse caminho?
Se for o medo do inferno, e eu consegui te deixar na duvida de que talvez não seja tão ruim quanto pregam, então, seu medo já não tem razão de ser.
Você já pode sair feliz da vida e aprontar um monte. Mas eu acredito que uma igreja madura não segue a Cristo por medo do inferno, senão já não é digna dele. Mas por amor a Deus.
Se você opta pelo caminho certo somente por medo de ser castigado, seu foco está errado.
E você incorrerá no erro de muitas pessoas que aterrorizadas pelos cristãos dos primeiros séculos se mantinham obedientes às ordens mais esdrúxulas e heréticas por medo da condenação ao inferno.
Eu lhes asseguro que Deus não está interessado em pessoas que optem por Ele por medo do inferno. Isso é uma afronta gravíssima que fere profundamente o coração do altíssimo.
Principalmente porque Ele sempre se nos revelou como Deus de amor. Ele não quer ser temido, mas sim amado. Não pretende ter seu povo sob seu domínio tirano, mas sim debaixo de sua graça e amor incondicional.
Devemos nos esforçar em alcançar maturidade espiritual e conhecimento próprio e de Deus para que possamos amá-lo cada vez mais pelo Pai amoroso, bondoso e paciente que é.
Agora, se para você não fez diferença nenhuma se o inferno existe ou deixa de existir. Se é eterno ou não. Se é lugar de sofrimento ou não. Se tem fogo ou não.
E mesmo assim você continua amando e caminhando em conhecer esse Deus maravilhoso, você está no caminho certo.
E afinal de contas, por que preocupar-se em saber se existe ou não um lugar onde não se pretende ir, ou estar um minuto sequer?
Ninguém caminha olhando para onde não se quer ir. Muito pelo contrário, só se mira naquilo que se deseja atingir. Caso contrário nunca se chegará lá.
“Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos”. Colossenses 3:15
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.
Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?
Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.
Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.
Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Romanos 8:28-39
By Presbítero Fabricio Canalis
terça-feira, 4 de novembro de 2008
A Igreja tem que morrer ( parte 3 )

“Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus”. Rom 6:10
A igreja tem que morrer, para nascer de novo e restaurar o caos que no mundo criado reina absoluto.
A igreja tem que morrer e nascer de novo para:
- Ocupar-se com sensibilidade com a natureza e ecologia, restaurando o que destruiu e usando de forma sustentável o que sobrou.
- Socorrer aos necessitados não como alguém importante dá uma esmola, mas como objetivo principal de frutificar por causa do novo nascimento.
- Para deixar o gueto no qual se confinou, e se misturar para ajudar a acabar com a sujeira do mundo. Deixar de ser uma igreja alienada.
- Para deixar de fazer acepção de pessoas por motivos como: crenças, cor, poder aquisitivo, aparência física, vestimenta, cultura entre outros exemplos.
- Em vez de criticar quem faz juntar-se a ele para fazer com mais eficiência e maiores resultados (ex. Greenpeace, Maçonaria, Rotary, Lions, e outros clubes de serviços e comunidades ou Ongs).
- Ser notada pelo serviço que faz para a uma comunidade que se torne imprescindível sua presença ali.
A igreja deve morrer e renascer para ter discernimento e buscar conhecimento saudável. Para que o louvor não saia apenas dos lábios, mas sim do coração como resultado de um profundo sentimento de gratidão a Deus por sua graça a nós dispensada.
Mas o que mais vemos nas igrejas e em programas de televisão são músicas sem uma letra ou mensagem definidamente cristã e até mesmo heresias são cantadas com toda a alegria.
Sem a menor consciência do que significa. Pois o povo carece de conhecimento bíblico e de Deus.
A igreja deve morrer e renascer para pregar um evangelho de transformação de vida.
Um evangelho verdadeiramente bíblico e não fantasioso e desfocado como o que tem sido apresentado hoje.
Há que se voltar aos ensinamentos apostólicos com interpretações contextuais e hermenêuticas observadas com aprofundamento para garantir a máxima fidelidade aos ensinamentos neles contidos.
A igreja deve morrer e nascer de novo para saber quando um pastor ou padre (líder religiosos) está preparado para assumir ou continuar a frente de um trabalho.
Ou quando está pregando heresias, ou vivendo de forma que não condiz com a ética cristã.
E não fechar os olhos a isto, mas sair em socorro desta alma que também necessita ser apascentada e orientada, para que possa ser útil novamente ao trabalho cristão, ou não.
Mas que essa condição pecaminosa e terrivelmente desastrosa não perdure e nem se prolifere no seio da igreja, contaminando os demais.
A igreja de morrer e nascer de novo para aprender a ser zelosa pelos seus, a ponto de não haver entre os cristãos quem necessite de algo.
Pelo contrario, que nisso haja abastança para socorrer os de fora dando assim um sentido para a igreja ainda viver aqui na terra.
E finalmente a igreja tem que morrer e nascer de novo para viver para Deus.
E viver para Deus significa continuar a obra de Cristo. Significa ser igreja de verdade, fazendo a diferença aqui na terra.
Viver para Deus significa viver para fazer a Sua vontade, da maneira que Ele ordenar para que Seu nome seja glorificado.
Viver para Deus significa viver para glorificar o nome de Deus em todos os momentos e em todos os lugares.
Viver para Deus significa ser Igreja. E ser igreja significa viver para Deus.
“Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus”. Rom 6:10
By Presbitero Fabricio Canalis
A Igreja tem que morrer ( parte 2 )
“...e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis...” Colossenses 1:20 a 22
Ao ser crucificado Cristo expôs toda potestade e principado envergonhando-os. A igreja adora usar essa frase para dar uma conotação de que a batalha espiritual foi vencida, os demônios derrotados e o Diabo humilhado.
Mas principados e potestades são domínios humanos e não espirituais. Pois no Reino espiritual não há principado, nem potestades, nem demônios, ou um ser Diabo que domina as trevas.
A verdade é que Jesus é Senhor absoluto! Tanto de luz, de trevas, de anjos, de humanos, do bem, do mal.
Quer dizer que Jesus é o Senhor das trevas e do mal então?
Sim! A bíblia diz que sim!
I Coríntios 8: 5 e 6 “Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele”.
E em corintios 15:27 diz: “Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou”.
Agora se todas as coisas estão subordinadas a Cristo, o que sobrou a outros?
Nada! Esse texto deixa bem claro que Cristo é senhor absoluto de tudo.
Não havendo então outros senhores que se equiparem ou se comparem a ele.
Mas o que então foi humilhado e exposto lá na cruz?
Toda a sabedoria e justiça humanas que não souberam reconhecer o justo sofrendo a pena de malfeitor.
“...e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”. Colossenses 2:15
Todo principado (governo) humano, e toda sabedoria, senso de justiça e conhecimento de Deus, foram expostos e humilhados publicamente, quando o Filho de Deus foi confundido e morto como um bandido da pior extirpe.
Jesus não foi envergonhado na cruz, mas sim os governos (principados), lideres políticos e espirituais da época (potestades) que não puderam, apesar de toda sua pompa, sabedoria e autoridade, reconhecer o justo sendo castigado na morte pela cruz. Essa é a grande vergonha!
Por isso a igreja tem que morrer. Pois não há como ter esse discernimento espiritual se não vir de Deus.
E Deus só dispensa seu Espírito a quem nasceu de novo. Mas para nascer de novo, deve antes morrer para toda sabedoria e concupiscência carnal.
Morrer para deixar de fazer parte desse sistema corrompido pelo pecado. Crucificando esse mundo de ardil carnal em favor do novo nascimento espiritual.
“Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.
Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura”. Gálatas 6:14 e 15.
A igreja tem que morrer para saber discernir o certo do errado, num mundo de sutilezas malignas e para que possa produzir frutos de uma igreja regenerada.
Por exemplo: qual o papel da igreja diante das misérias humanas, das mazelas da natureza, e do sistema político-social corrompido?
Não seria fazer a diferença?
E é o que tem acontecido?
Ou algumas igrejas ainda se somam ao gigante sistema capitalista cruel e grande incentivador da classe burguesa em detrimento das classes menos favorecidas.
As igrejas hoje, muitas delas, desfocaram do alvo principal (os marginalizados, fracos e oprimidos) para favorecer os que têm privilégios políticos, riquezas, “status” de pessoa importante.
E quando olham para os esquecidos, não é com outro motivo senão multiplicar-lhes as mazelas, tirando deles até o pouco que tem. E o pior usando para tal, o nome santo de Jesus, que morreu por estes pequeninos.
É vergonhoso para a igreja se encontrar nessa situação tão deplorável.
Vejamos esse texto em Apocalipse capitulo 3 versos 14 a 19:
“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!
Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.
Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.
Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te”.
Impressionante como esse texto fala tão claramente a um grande número de igrejas da atualidade! E a igreja só encontrará o ouro refinado, vestiduras brancas, e colírio para que possa ver se for de encontro à cruz de Cristo.
Somente através de um novo nascimento isso é possível. Quantas pessoas há que tem cargos importantes na igreja, são até mesmo pastores, mas não fazem parte da nova criação de Deus.
Afinal isso tanto é verdade que a carta acima é endereçada ao pastor da igreja. E vemos também no texto a seguir:
“Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem.
Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá.
Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos;
árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre”. Judas 1: 10 a 13.
A igreja tem que morrer e nascer de novo para poder combater esses engodos servos de satanás, através de uma pregação idônea e prática do evangelho de Jesus.
Através de ações incisivas e amorosas a quem delas necessitam. Ao invés de mostrar uma igreja de poder em manifestar sinais e prodígios, mostrar uma igreja capaz de se compadecer e socorrer os necessitados.
Pois esse é o maior sinal que a igreja poderia fazer. Se tornar uma instituição indispensável para a manutenção da vida, ordem, e paz na terra.
Uma igreja santa, irrepreensível, unida, justa e trabalhadora.
Uma igreja capaz de manifestar a justiça divina, amar, dar em vez de receber.
Uma igreja capaz de mostrar na vivência dos seus membros a graça restauradora e niveladora de Cristo.
Pois em Cristo não há “judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28).
By Presbitero Fabricio Canalis
A Igreja tem que morrer ( parte 1 )

“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. 2 Corintios 5:14
Muitos já ouviram dizer que Cristo morreu na cruz, para que nós não precisássemos morrer.
De certa forma isto está correto, pois fisicamente ninguém mais precisa ser crucificado ou morto para pagar seus pecados. O sacrifício já foi feito por Jesus e bem feito, pois se encerrou nele toda forma alternativa de expiação de pecados.
Mas, no âmbito espiritual não é assim. Se Cristo morreu na carne em nosso lugar nos poupando dessa terrível morte, a cruz tem uma função espiritual.
Pois, todos têm que passar por ela. Cravando nela o espírito mundano, egoísta, egocêntrico, todo um modo de ver, sentir, pensar e agir pautado pelo sistema corrompido pelo pecado no qual vivíamos antes da cruz.
Se não formos para a cruz e não deixarmos cravado nela o “eu terreno”, o "eu espiritual" nunca nascerá. Afinal o próprio Jesus disse: “... Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3).
Vamos examinar mais detalhadamente este texto de João capitulo 3: 1 a 7, no qual está escrito:
“1 Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.
2 Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.
3 A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?
5 Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo”.
Muito bem! Transcrito o texto vamos examiná-lo detalhadamente.
Nicodemos é um judeu de grande importância e renome, assim como a igreja de hoje.
Mas não sabe o que significa nascer de novo, assim como a igreja de hoje. Então Nicodemos pergunta: "como pode um homem voltar ao ventre e nascer segunda vez?" No que acode Jesus: "o que é carne é carne". Ou seja, você já nasceu da água, quando nasceu.
Pois, na placenta fica envolto em líquidos amnióticos e quando ela se rompe e nasce a criança, acontece o primeiro batismo.
O batismo do nascimento carnal se dá no ato do nascimento celebrando a vida da carne que acaba de acontecer. É o milagre da vida. É a carne ganhando o primeiro sopro de vida o Ruah de Deus e portanto é alma vivente.
Mas se já houve o nascimento da água, falta agora o novo nascimento. O nascimento do Espírito. É desse nascimento que Jesus fala a Nicodemos. E aí meus queridos... só indo para a cruz.
Ao morrer na cruz Cristo não nos isentou dela, mas nos deu o exemplo. Mostrou-nos o caminho, sendo ele próprio o primeiro a morrer e ressuscitar. Só há uma maneira de nascer de novo: morrendo na cruz seguindo o exemplo de Cristo.
Deixando lá toda nossa natureza mundana, carnal e terrena. Vamos analisar Romanos 6.
“3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?
4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.
5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição,
6 sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;
7 porquanto quem morreu está justificado do pecado”.
Ora o batismo de Cristo já não é mais batismo de água, e sim batismo de cruz. Pois o batismo de água significa vida carnal, mas o de cruz; morte da concupiscência carnal para ter acesso à vida espiritual.
Portanto o batismo de Cristo é batismo de morte da carne, porquanto quem morreu está justificado, quem não morreu...
Por isso digo a igreja tem que morrer!
A igreja tem que passar pela cruz de Cristo. E isso não acontece! Ao contrário! Só se fala de boa vida, de coisas terrenas como: prosperidade, imunidade a doenças, vitória, mais que vencedores, cabeça e não cauda, entre outros chavões bíblicos e evangélicos que todos já ouvimos inúmeras vezes.
Mas ninguém fala de morte e morte de cruz.
Ninguém quer saber de morte de cruz. Só das bênçãos, maravilhas e sinais. Por isso tantas igrejas cheias de gente desesperada por sinais sendo enganadas e roubadas por homens que falam cheios de sabedoria carnal que enriquecem a custa de ignorantes. Em 1ª Coríntios capitulo 1 e versos 17 e 18 diz o seguinte:
“Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo. Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus”.
Não é o que acontece hoje? Isso não é novidade! Paulo já advertia o povo de Corinto quanto à busca dos judeus por sinais e a busca dos gregos por sabedoria. Mas nenhuma coisa nem outra se podem ter sem passar pela cruz de Cristo.
E homens com sabedoria carnal tiram proveito disso para pilhar e saquear esse povo sedento.
No livro de Filipensses capitulo 3, versos 18 e 19 consta o seguinte:
Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.
O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.
Outras pessoas dão tanta importância a quantidade de água e formas (aspersão, efusão ou imersão) do batismo que figura a morte e ressurreição em Cristo, mas nenhuma importância dão a cruz.
Inclusive o símbolo do cristianismo protestante é a cruz vazia. Quando na verdade ela não deveria estar. E também não deveria ter a figura de Jesus nela pregada. Mas na cruz deve estar o nosso eu.
Cada um de nós deve ver a si próprio na cruz. E não só ver, mas entregar a si próprio sempre que se fizer necessário. Jesus disse: “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” .Lc 14:27
Jesus diz que aquele que não tomar sua cruz seguir seu exemplo, não pode ser seu discípulo. “Seguir após mim” tem o sentido de seguir o exemplo, seguir pelo mesmo caminho. E o caminho que Jesus seguiu o levou a morte de cruz. Não está claro isso?
“...a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Filipensses 2:8
Todo o escrito que era contra nós foi cravado na cruz. É como se Cristo tivesse comprado o bilhete de entrada e deixado na portaria. Ao chegarmos à cruz veremos nosso escrito de divida lá. Pago!
Portanto só resta entregar a ela o homem carnal (no sentido de escravo da concupiscência carnal), para que o espiritual possa nascer.
“...tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” ;Colocensses 2:14
“E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”. 2 Corintios 5:15
Muitos já ouviram dizer que Cristo morreu na cruz, para que nós não precisássemos morrer.
De certa forma isto está correto, pois fisicamente ninguém mais precisa ser crucificado ou morto para pagar seus pecados. O sacrifício já foi feito por Jesus e bem feito, pois se encerrou nele toda forma alternativa de expiação de pecados.
Mas, no âmbito espiritual não é assim. Se Cristo morreu na carne em nosso lugar nos poupando dessa terrível morte, a cruz tem uma função espiritual.
Pois, todos têm que passar por ela. Cravando nela o espírito mundano, egoísta, egocêntrico, todo um modo de ver, sentir, pensar e agir pautado pelo sistema corrompido pelo pecado no qual vivíamos antes da cruz.
Se não formos para a cruz e não deixarmos cravado nela o “eu terreno”, o "eu espiritual" nunca nascerá. Afinal o próprio Jesus disse: “... Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3).
Vamos examinar mais detalhadamente este texto de João capitulo 3: 1 a 7, no qual está escrito:
“1 Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.
2 Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.
3 A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?
5 Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo”.
Muito bem! Transcrito o texto vamos examiná-lo detalhadamente.
Nicodemos é um judeu de grande importância e renome, assim como a igreja de hoje.
Mas não sabe o que significa nascer de novo, assim como a igreja de hoje. Então Nicodemos pergunta: "como pode um homem voltar ao ventre e nascer segunda vez?" No que acode Jesus: "o que é carne é carne". Ou seja, você já nasceu da água, quando nasceu.
Pois, na placenta fica envolto em líquidos amnióticos e quando ela se rompe e nasce a criança, acontece o primeiro batismo.
O batismo do nascimento carnal se dá no ato do nascimento celebrando a vida da carne que acaba de acontecer. É o milagre da vida. É a carne ganhando o primeiro sopro de vida o Ruah de Deus e portanto é alma vivente.
Mas se já houve o nascimento da água, falta agora o novo nascimento. O nascimento do Espírito. É desse nascimento que Jesus fala a Nicodemos. E aí meus queridos... só indo para a cruz.
Ao morrer na cruz Cristo não nos isentou dela, mas nos deu o exemplo. Mostrou-nos o caminho, sendo ele próprio o primeiro a morrer e ressuscitar. Só há uma maneira de nascer de novo: morrendo na cruz seguindo o exemplo de Cristo.
Deixando lá toda nossa natureza mundana, carnal e terrena. Vamos analisar Romanos 6.
“3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?
4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.
5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição,
6 sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;
7 porquanto quem morreu está justificado do pecado”.
Ora o batismo de Cristo já não é mais batismo de água, e sim batismo de cruz. Pois o batismo de água significa vida carnal, mas o de cruz; morte da concupiscência carnal para ter acesso à vida espiritual.
Portanto o batismo de Cristo é batismo de morte da carne, porquanto quem morreu está justificado, quem não morreu...
Por isso digo a igreja tem que morrer!
A igreja tem que passar pela cruz de Cristo. E isso não acontece! Ao contrário! Só se fala de boa vida, de coisas terrenas como: prosperidade, imunidade a doenças, vitória, mais que vencedores, cabeça e não cauda, entre outros chavões bíblicos e evangélicos que todos já ouvimos inúmeras vezes.
Mas ninguém fala de morte e morte de cruz.
Ninguém quer saber de morte de cruz. Só das bênçãos, maravilhas e sinais. Por isso tantas igrejas cheias de gente desesperada por sinais sendo enganadas e roubadas por homens que falam cheios de sabedoria carnal que enriquecem a custa de ignorantes. Em 1ª Coríntios capitulo 1 e versos 17 e 18 diz o seguinte:
“Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo. Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus”.
Não é o que acontece hoje? Isso não é novidade! Paulo já advertia o povo de Corinto quanto à busca dos judeus por sinais e a busca dos gregos por sabedoria. Mas nenhuma coisa nem outra se podem ter sem passar pela cruz de Cristo.
E homens com sabedoria carnal tiram proveito disso para pilhar e saquear esse povo sedento.
No livro de Filipensses capitulo 3, versos 18 e 19 consta o seguinte:
Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.
O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.
Outras pessoas dão tanta importância a quantidade de água e formas (aspersão, efusão ou imersão) do batismo que figura a morte e ressurreição em Cristo, mas nenhuma importância dão a cruz.
Inclusive o símbolo do cristianismo protestante é a cruz vazia. Quando na verdade ela não deveria estar. E também não deveria ter a figura de Jesus nela pregada. Mas na cruz deve estar o nosso eu.
Cada um de nós deve ver a si próprio na cruz. E não só ver, mas entregar a si próprio sempre que se fizer necessário. Jesus disse: “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” .Lc 14:27
Jesus diz que aquele que não tomar sua cruz seguir seu exemplo, não pode ser seu discípulo. “Seguir após mim” tem o sentido de seguir o exemplo, seguir pelo mesmo caminho. E o caminho que Jesus seguiu o levou a morte de cruz. Não está claro isso?
“...a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Filipensses 2:8
Todo o escrito que era contra nós foi cravado na cruz. É como se Cristo tivesse comprado o bilhete de entrada e deixado na portaria. Ao chegarmos à cruz veremos nosso escrito de divida lá. Pago!
Portanto só resta entregar a ela o homem carnal (no sentido de escravo da concupiscência carnal), para que o espiritual possa nascer.
“...tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” ;Colocensses 2:14
“E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”. 2 Corintios 5:15
By Presbitero Fabricio Canalis
terça-feira, 14 de outubro de 2008
O trono da graça é de graça!

"Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna." Hebreus, 4: 16
Antigamente havia um sacerdote que orava e intercedia pelo povo. E uma vez por ano ele entrava no santo dos santos, (amarrado com uma corda, pois, se caso estivesse em pecado a santidade de Deus o fulminaria e então seus servos puxariam o morto para fora do santo dos santos) para interceder pelos pecados do povo.
E também se costumava fazer sacrifício para que a ira de Deus fosse aplacada e os pecados fossem expiados ou encobertos.
Essa antiga função do sacerdote e os sacrifícios que deveriam ser feitos naquela época, não tem razão de ser hoje. Mas ainda assim muitas pessoas não se aperceberam disso.
Continuam crendo que precisam fazer algo para aplacar a ira de Deus e serem merecedores da sua graça (o que por sinal é uma grande incoerência, pois graça é dom imerecido).
Mas hoje temos uma novidade maravilhosa.
Temos um intercessor 24 horas por dia. Um sumo sacerdote que não dorme, não tira férias, não cobra nada, e não pede sacrifícios. Antes diz que: “Ide, pois, e aprendei o que significa: misericórdia quero, e não sacrifícios. Porque eu não vim chamar justos, mas pecadores”. (Mateus 9:13)
Isso deveria nos livrar de grandes e pesados fardos que nos fazem carregar.
À igreja pertence o papel de tirar esses fardos através da pregação “práxis” (que quer dizer na prática, na vivência do evangelho e não só com palavras) de um evangelho verdadeiro e sem distorções.
Mas o que vemos hoje é bem o contrário onde a própria igreja incentiva tais sacrifícios, correntes disso e daquilo, promovem a disseminação do uso de amuletos tais como: água do Jordão, lenço ungido, sabonete que lava pecado, areia de Jerusalém, lasquinha da cruz de Cristo, pedrinha do tumulo de Jesus, chegando ao cúmulo de pregar que se o pastor limpar o suor em um lenço ele poderá ser usado para curar enfermidades como o apostolo Paulo.
Parece incrível, mas é verdade! Tem pastores fazendo esse tipo de coisa.
Ou então fazem com que pessoas genuinamente sedentas entrem numa espécie de feitiçaria que a controla e que a faz querer controlar outras pessoas, levando para que o pastor e sua equipe unja com um “óleo santo” peças de roupa fazendo com que a pessoa se converta (a essa igreja e não ao evangelho de Cristo) ficando cada vez mais dependente de amuletos, sinais e consequentemente do pastor e da igreja.
Esses “pastores” e essas “pseudo-igrejas” são como pescadores pescando com redes em local de preservação na época da piracema.
Uma vez vi uma cena que chamou a atenção. Era um documentário sobre a piracema. Os repórteres colocaram o barco em uma posição estratégica e começaram a filmar os peixes subindo o rio para a desova.
Eles pulavam fora da água num esforço tremendo para vencer a correnteza e subir rio acima para poderem procriar. Mas no caminho estava o barco e muitos dos peixes que saltavam fora da água acabavam caindo dentro do barco. Tornando essa uma pesca incrivelmente covarde e fácil, portanto ilegal e combatida pelo governo e pela própria população que depende da pesca para sobreviver.
Portanto a Piracema torna-se uma época em que os peixes praticamente pulam direto do rio para dentro do barco. É isso que as igrejas estão fazendo hoje. Aproveitam-se da injustiça social, das carências, e da falta de conhecimento bíblico para praticar essa covardia sem tamanho com uma maldade que deixaria o próprio Diabo envergonhado e se sentindo um incompetente.
Quando o povo entenderá que a salvação é de graça?
Quando o povo entenderá que a salvação é de graça?
Até quando pessoas serão enganadas e usadas por essas “pseudo-igrejas” e pessoas inescrupulosas?
Hoje temos um sacerdote para interceder por nós. Um sem pecado, e com autoridade para tal missão. Esse alguém é Jesus Cristo. O sumo sacerdote que pode se compadecer de nós, das nossas fraquezas, porque foi tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas, sem pecado.
Não é necessário um pastor, ou padre, nem ninguém para que você encontre graça diante de Deus. Você pode ir diretamente a Deus em oração sincera.
Os pastores e as igrejas deveriam ensinar isso. Libertando o povo e não prendendo ainda mais, agora nas garras de uma igreja que se aproveita da fragilidade das pessoas para sugar o pouco de vida que lhes resta. São vampiros modernos que escravizam e transformando-as em zumbis (e não me refiro ao grande mito e líder negro Zumbi dos Palmares, mas, sim como mortos-vivos) para poder sugar pela eternidade.
Por isso é de responsabilidade de cada um encontrar uma igreja que pregue a verdade. E nisso o Espírito Santo e a leitura das Escrituras podem ajudar. Só eles podem ajudar a encontrar um lugar onde o evangelho é pregado e vivido em verdade. Onde o pastor não seja como descreve o texto em Judas 1:12-13:
“Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre”.
Ou então como estes que o Senhor se refere no texto em Mateus 7:22-23 que diz o seguinte: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?
Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.
Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.
Lembremo-nos que fomos advertidos quanto ao tempo em que sucederia tudo isso.
Não devemos nos afastar e condenar a Igreja de Cristo. Mas tomar cuidado para não cair em ciladas de falsos profetas.
A Bíblia nos ensina a reconhecer a igreja que prega a verdade e nos alerta: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?” (Mateus 7:15-16).
Por isso só podemos nos achegar a Jesus confiando, que ele é poderoso para fazer infinitamente mais do que precisamos. Só a Jesus e mais ninguém. Ele abriu o caminho e acabou com os intercessores entre Deus e os humanos, fazendo-se ele mesmo nosso único intercessor.
Podemos chegar junto ao trono da graça, por intermédio de Jesus. A fim de receber o socorro em tempo oportuno.
O tempo oportuno é hoje. Não porque Deus nos dá um prazo para o aceitarmos e passado o prazo ele nos encerrará no inferno castigando-nos eternamente. Mas, porque nós precisamos dele hoje. Enquanto estivermos aqui neste mundo sujeitos a todas essas intempéries desta vida, sejam injustiças sócias, má distribuição de renda, corrupção, insegurança, fome, miséria, doença, falta de amor, crimes contra: a pessoa, patrimônio, natureza, ou criação como um todo.
O tempo oportuno é agora porque necessitamos agora. E não no futuro. Não podemos viver somente com os olhos no futuro, quando não temos o básico para o agora.
Com isso não quero ser imediatista. Mas, devemos saber que há coisas que podemos ter agora, hoje e que amanhã não adianta mais. Sem perder o foco do amanhã, pois poderemos e devemos fazê-lo melhor.
E a igreja de Deus é reconhecida justamente quando atua neste mundo com o objetivo de atenuar os sofrimentos não somente dos humanos, mas de toda a criação. Para tanto cito o texto em Mateus 7:17 a 20:
“Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis”.
Assim é possível reconhecer quando uma igreja prega e vive a verdade do evangelho. E isso é necessário na época em que vivemos, pois a Bíblia nos alerta em Judas 1:4 dizendo: “Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo”.
Essa era uma preocupação de Paulo, que se transformou em alegria ao saber que os colossenses permaneciam na graça e cresciam em espírito na verdade do evangelho descrito no texto seguinte:
“Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós, desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos; por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho, que chegou até vós; como também, em todo o mundo, está produzindo fruto e crescendo, tal acontece entre vós, desde o dia em que ouvistes e entendestes a graça de Deus na verdade” (Colossenses 1:3 a 6).
A graça de Deus é para hoje. E com ela vem a salvação, e a consciência da responsabilidade de continuar a obra de Cristo, não a humanidade somente, mas, para com toda a criação.
Hoje podemos nos achegar junto ao trono da graça.
E é de graça, pois o preço foi pago por Cristo na cruz.
Só há um modo de recebermos ajuda verdadeira, socorro verdadeiro e de graça; clamando a Deus, em nome de Jesus o Cristo.
A Bíblia diz em Jeremias 33:3, "Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes".
Está aí, portanto, a receita!
Em vez de perder tempo, e dinheiro, pedindo ajuda a quem não pode nos ajudar, invoquemos o nome do Deus. Ele pode todas as coisas, e a conta já está paga. Graças a Deus em Cristo Jesus!
By Presbítero Fabricio Canalis
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Transformando problemas em bênçãos

"No primeiro dia da semana estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo que devia seguir de viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até meia-noite.
Havia muitas lâmpadas no cenáculo onde estávamos reunidos.
Um jovem chamado Êutico, que estava sentado na janela, adormecendo profundamente durante o prolongado discurso de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo, e foi levantado morto.
Descendo, porém, Paulo e inclinando-se sobre ele e abraçando-o disse: Não vos perturbeis que a vida nele está.
Subindo de novo, partiu o pão e comeu, e ainda lhes falou largamente até ao romper da alva. E assim partiu.
Então conduziram vivo o rapaz e sentiram-se grandemente confortados". Atos, 20: 7 a 12
Fico pensando na alegria em ter o Apostolo Paulo pessoalmente falando a cerca do evangelho e as revelações divinas sendo ditas ao povo. Quando de repente o jovem Êutico adormece e cai da janela. Pronto estragou a noite. Acabou a alegria. Acabou a festa.
Não vou entrar no mérito de se o rapaz morreu mesmo, ou só desmaiou ou se foi milagre ou não. Vou me ater simplesmente ao fato de que naquele momento eles continuaram no mesmo espírito, ou seja, não perderam a fé.
Paulo cheio do Espírito de Deus, autorizado pelo próprio Cristo a fazer poderosos sinais, moveu-se de compaixão e agiu no espírito pelo qual pregava e revelava o evangelho ao povo. O apostolo mostra que na realidade o evangelho não é só palavra. Mas sobretudo ação. E então mostra que a fé de Cristo manifesta em nós é capaz do impossível.
Hoje já não podemos nos ater a essas manifestações de poder e sinais. Pois o maior sinal de Deus, o que era impossível ao homem, já foi feito pelo próprio Deus. Salvar a humanidade e fazer convergir em Cristo tudo e todos.
Hoje as manifestações de poder estão por conta da igreja.
Quando Cristo subiu ao céu, ele deixou a ordenança para que igreja fosse seu corpo aqui na terra. Também disse que coisas maiores do que ele fez, faríamos aqui, pois ele iria para o Pai. E nós ficaríamos aqui para sermos seus membros ativos no mundo.
E que coisas maiores seriam estas? Será que nós teríamos mais poder que Cristo?
Imagine uma igreja com milhões de membros espalhados por todo o mundo. Fazendo o mesmo trabalho que Jesus fez de pregar com ações.
Quantos famintos seriam alimentados, quanto a natureza iria ser cuidada e recuperada, quantos milionários estariam dividindo seus bens com os menos afortunados de modo que não haveria miseráveis e nem pessoas com mais posses do que pudessem usufruir, pense em um mundo sem fronteiras onde qualquer cidadão pudesse ir a qualquer lugar do mundo e ser tratado segundo as normas de tratamento para com o estrangeiro (com muita educação e dedicação total).
Todos teriam o suficiente para viver. Não haveria roubo, pois não haveria necessidade que não fosse suprida, não haveria inveja (pelo mesmo motivo), não haveria cobiça, não haveria fome, e todos se tratariam conforme gostariam de ser tratados.
Que sinal poderoso esse!
Pena que não foi feito! Em vez disso a igreja continua fechada em torno de si própria e quando acontece algo de ruim (um Êutico cai da janela), amaldiçoa a Deus ou então se questiona sobre sua fé ou a bondade e fidelidade de Deus. E questiona a Deus dizendo: onde estavas, ó Deus, quando tal coisa aconteceu?
Quantas vezes nos colocamos nas mãos de Deus para trabalhar e acontece alguma coisa que nos faz pensar: por que Deus permitiu isso se estou fazendo a obra do Reino?
Se fosse conosco o caso que aconteceu com Paulo, talvez ficássemos meio chateados com o próprio Deus por permitir que isso acontecesse conosco.
Exemplos: quantos missionários foram mortos? Quantas igrejas roubadas ou depredadas? Quantos filhos da igreja assaltados e estuprados ou mortos por balas perdidas? E tudo isso no trabalho do Reino!
Quantos já perguntaram: por que, Deus? Por que aconteceu isso justamente quando estava tudo indo tão bem?
Paulo também estava pregando, e advertindo as pessoas antes de sua partida quando, talvez pela fumaça de muitas lâmpadas, Êutico adormece e cai do terceiro andar e é tido como morto.
Era uma boa razão para Paulo reclamar com Deus, como muitas pessoas fazem. Mas em vez disso, Paulo não se deixa abater, pois confiava no Senhor. Abraçou o rapaz e disse: “Não vos perturbeis, pois a vida nele está”. Paulo aproveita essa “desgraça”, para mostrar o poder de Deus, que operava nele.
A desgraça, o motivo para reclamar e blasfemar contra Deus, transformou-se em uma oportunidade grandiosa de manifestação do poder de Deus.
E quanto às igrejas hoje? Temos sabido enfrentar esses desafios? Temos tido desafios?
Hoje é comum pessoas irem a uma igreja fazer correntes e quando demora muito para que seus pedidos sejam atendidos, mudam de igreja pois aquela não deve ter poder.
Quando o sermão demora um pouco mais a pessoa já começa a ficar impaciente, pois ela foi à igreja para buscar uma benção e não para ouvir exortação ou como tem que tratar seu irmão ou de seu compromisso com Deus e com a criação.
Naquele dia em que menciona o texto lido acima, Paulo pregou a noite toda. E as pessoas aproveitaram ao máximo.
É como quando se vai a um grande show. As pessoas ficam horas na fila para poder entrar, e às vezes dias na fila para comprar um ingresso. Tudo isso porque é uma oportunidade imperdível de ver seu artista preferido.
O mesmo aconteceu com aquele povo ao ter o privilegio de ouvir de Paulo oráculo de Deus naquele momento e já não acontece conosco ao irmos à igreja. Não temos essa alegria em saber e conhecer mais a Deus. Nem em ver nossos irmãos.
Talvez isso se deva ao fato que hoje a igreja tem a missão de trabalhar e exercer seu papel fundamental no mundo. Como ela não o faz, também não tem o prazer de congregar para contar o que tem feito e se alegrar diante de Deus por isso.
A maioria das igrejas sucumbiu diante de práticas pagãs e vergonhosas, do apelo do mundo por sinais.
Então as pessoas acham que estão corretas e no caminho certo em determinar que as bênçãos aconteçam e às vezes passam a dar ordens até mesmo a Deus. E deixam de notar e falar que o maior sinal já foi feito, a saber, Deus tornou possível a salvação da humanidade e a restauração de toda a criação.
Que ao passarmos por problemas semelhantes, possamos ter a certeza de que Deus é poderoso, pra transformar as “desgraças” em bênçãos. Basta crermos e estar atentos às oportunidades que o próprio Deus nos cria para a pregação do evangelho na “práxis”.
Uma boa idéia agora seria orar e pedir para que Ele nos ensine (a igreja) a aproveitar as situações desfavoráveis, em oportunidades para a glorificação do Seu Santo Nome.
By Presbítero Fabricio Canalis
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